Vale a pena para o Flamengo virar um clube-empresa?

1073

Desde que a Lei nº 14.193/2021 ou Lei do Clube Empresa (SAF) foi sancionada no segundo semestre do ano passado, muitos clubes começaram a correr atrás da aprovação de seus respectivos conselhos e saíram à procura de investidores interessados em uma negociação.

Começou com o Cruzeiro que teve 90% de suas ações negociadas com Ronaldo Fenômeno, depois veio o Botafogo vendido ao magnata americano John Textor, que pagou R$400 milhões por 90% das ações e agora o Vasco que já tem um memorando de entendimento para a venda de 70% de suas ações ao fundo norte-americano 777 Partners por R$ 700 milhões.

Se você gosta de apostas esportivas e pretende apostar nessas equipes não deixe de conhecer o que é esporte bet.

Lá você pode conferir a atenção dada ao futebol brasileiro, com jogos dos estaduais, Séries A, B e C, Copa Libertadores e Sul-Americana e muito mais.

Vale citar que esses valores serão pagos durante alguns anos e os compradores, além do valor a ser investidos assumem as dívidas existentes.

A Sociedade Anônima de Futebol popularmente conhecida como SAF, é a última esperança para os clubes nacionais completamente quebrados e sem poder de investimento em suas equipes.

Ainda não é possível afirmar absolutamente nada sobre o futuro dessas ou outras negociações que possam ocorrer. A intenção de transformar nossos clubes em empresas para que possam pagar suas dívidas monstruosas e ao mesmo tempo ter condições de investir na melhora do plantel é sem dúvida bem interessante.

Contudo é muito cedo para prevermos os resultados finais, ou seja, clubes sendo comandados por um único dono.

Uma das grandes incógnitas é que futuramente alguns desses clubes, caso sejam mal geridos, podem simplesmente ir à falência como uma empresa qualquer e isso ocasionaria sua extinção.

As torcidas ainda não têm muita noção se essa mudança vem para bem com grandes investimentos ou simplesmente terá o seu time de coração na mão de um único dono que poderá decidir o futuro dessas tradicionais equipes.

O que se percebe é que grandes clubes como o Flamengo, Palmeiras e Athletico que não fazem parte do rol dos clubes tremendamente endividados, não consideram a opção de virar uma SAF como viável, pelo menos no momento atual.

São clubes muito bem geridos e sem problemas de dívidas impagáveis, além disso, com condições de investir em seus times.

No caso específico da equipe paranaense parece existir o interesse na mudança, mas apenas se for um negócio altamente rentável.

Já o presidente do Conselho de Administração do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, não acredita que o clube tenha necessidade de se tornar empresa.

Na verdade, essa onda de se transformar os clubes em empresas teve muito sucesso na Europa, apesar de que os dois maiores clubes espanhóis, o Real Madrid e o Barcelona, não optaram por esse caminho e continuam pertencendo a sua grande massa de sócios torcedores.

O Flamengo não precisa se preocupar a ponto de ver principalmente os seus rivais cariocas em condições de se reforçar com grandes atletas, ele próprio tem condições de contratar grandes jogadores.

Um caso curioso é o do Atlético Mineiro com um time recheado de estrelas, Campeão Brasileiro, além da Copa do Brasil e da Supercopa.

O Galo é um dos clubes mais endividados do país, com uma dívida monstruosa, algo em torno de 1,4 bilhão de reais e se manteve competitivo graças ao trio de mecenas que tem investido pesado no clube.

Nessa situação a única saída para pagar seus débitos é a venda das suas ações, ou ao menos parte delas, e esse assunto já está sendo tratado.

O clube recebeu uma proposta de R$ 1 bilhão pela compra de 51% das ações feita pelo grupo árabe que comanda o Manchester City, mas os dirigentes do Galo acreditam que o valor de mercado deva estar em torno dos R$ 2 bilhões. Sendo assim a conversa continua.