Vídeo: com força de 300 toneladas de TNT, explosão de meteoro provoca estrondos nos EUA

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Foto: Reprodução

Um meteoro de cerca de 1 metro de diâmetro explodiu e se desintegrou na atmosfera sobre o nordeste dos Estados Unidos neste sábado (30), liberando energia equivalente a 300 toneladas de TNT — o suficiente para gerar estrondos tão intensos que moradores relataram vibrações em residências e ruídos de explosão em várias cidades da região. A confirmação e os detalhes foram divulgados pela NASA, por meio da porta-voz Jennifer Dooren, em comunicado à agência AFP.

O fenômeno aconteceu às 14h06 do horário local (15h06 em Brasília), sobre a divisa entre o nordeste de Massachusetts e o sudeste de New Hampshire. Naquele momento, o objeto espacial viajava a mais de 120 mil km/h, a uma altitude de aproximadamente 64 km, quando se fragmentou completamente, sem chegar a atingir o solo.

“Essa bola de fogo não esteve associada a nenhuma chuva de meteoros atualmente ativa. Era um objeto natural, não se tratava de detritos espaciais nem de reentrada de satélite”, explicou a representante da agência espacial, descartando qualquer hipótese de ação humana ou fenômeno previsível em curso.

Segundo ela, a potência liberada é que explica o barulho que assustou a população: “A energia estimada é de 300 toneladas de TNT, o que causa exatamente esse tipo de impacto sonoro e vibrações sentidas no chão”.

Imagem de satélite com a composição do meteoro
Um meteoro em rota de colisão com a Terra explodiu sobre o nordeste dos Estados Unidos – Imagem composta: Serviço de Satélites e Informações da NOAA

Nas redes sociais, moradores compartilharam vídeos onde é possível ouvir estouros rápidos e fortes, além de relatos de susto e surpresa. Muitos contaram que pensaram se tratar de explosões, quedas de estrutura ou até fenômenos não identificados, até que a NASA divulgou a explicação oficial.

Não houve registro de danos materiais ou feridos, já que a desintegração ocorreu em altitude segura, mas foi um dos eventos desse tipo mais sonoros e perceptíveis nos Estados Unidos nos últimos anos.