Voto se consolida na reta final, mas 15% ainda podem mudar de candidato, diz pesquisa

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Lula e Flávio Bolsonaro lideram pesquisas na corrida ao Palácio do Planalto (Montagem: Ricardo Stuckert/PR; Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro)

Pesquisa BTG/Nexus mostra crescimento de um ponto na parcela de eleitores que dizem estar decididos

A reta final do primeiro turno coloca Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) diante de um eleitorado que, embora majoritariamente tenha definido o voto, ainda mantém uma parcela aberta a mudanças. Segundo a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (21), 15% dos entrevistados que escolheram um candidato afirmam que podem mudar de decisão até a votação de 4 de outubro.

O levantamento mostra que 84% dos eleitores dizem estar certos sobre o voto e não pretendem alterá-lo. Outros 1% não souberam responder ou preferiram não informar. A taxa de votos consolidados aumentou em relação à rodada anterior, quando 83% afirmavam ter a decisão definida.

Entre os eleitores que admitem mudar de candidato, Flávio Bolsonaro é citado por 19% como uma das opções consideradas. Lula aparece com 15%, mesmo percentual atribuído a Augusto Cury (Avante).

O levantamento também mostra diferenças importantes na estabilidade do eleitorado de cada candidato. Entre os que declararam voto em Flávio Bolsonaro no primeiro turno, 92% dizem que a decisão está tomada. No eleitorado de Lula, o percentual chega a 90%.

Augusto Cury apresenta uma das maiores parcelas de eleitores ainda dispostos a mudar de escolha. Segundo a pesquisa, 48% dos que declararam voto no escritor consideram que podem alterar a decisão até o primeiro turno. Entre os eleitores de Renan Santos (Missão), esse percentual é de 33%, enquanto os demais candidatos apresentam diferentes níveis de consolidação.

Intenção de voto

Na pesquisa estimulada, Lula aparece com 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 37%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.

Augusto Cury aparece com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos, com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 1%. Os demais candidatos somam 1%. Brancos, nulos e eleitores que não escolheram nenhum candidato representam 4%, enquanto 2% não souberam ou não responderam.

Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento aponta 46% para o petista e 45% para o senador. A diferença de um ponto percentual também está dentro da margem de erro de dois pontos.

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.006 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 18 e 20 de setembro. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00485/2026.

A rodada atual mostra, portanto, que a maior parte do eleitorado já considera sua escolha definida, mas uma parcela de 15% ainda admite rever a decisão. Os dados são uma fotografia do momento da pesquisa e não permitem, isoladamente, projetar o resultado da eleição.