Movimento ‘Grito dos Excluídos’ sai em passeata pelas ruas do centro da Capital

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(Foto: Paulo Francis/Campo Grande News)

Manifestantes de oposição à atual gestão do governo federal incorporaram o movimento ‘Grito dos Excluídos’ e saíram em passeata por algumas ruas do centro de Campo Grande. O grupo levantou as bandeiras contra contra o desmonte das instituições, em defesa da democracia, pela distribuição de renda e a política adotada pelo presidente da Republica com lema “Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda, já!”.

A concentração ocorreu na Praça Ary Coelho com caminhada, percorrendo a Rua 14 de Julho em direção a Rua Antônio Maria Coelho. De lá, foram para a Rua 13 de maio e retornar para a Praça Ary Coelho. Estava previsto que final da caminhada se daria na Praça do Rádio Clube, mas para não encontrar com grupo favorável ao presidente Jair Bolsonaro, que ainda ocupa o espaço, mudaram o trajeto.

A 27ª edição do Grito dos Excluídos tem esse sabor de retomada, segundo deputado estadual Pedro Kemp (PT). “Há 27 anos, nós realizamos o Grito dos Excluídos no Brasil, que no início foi uma iniciativa da Igreja Católica e que depois passou a ser também organizado e realizado por movimentos sociais e sindicais de trabalhadores. Tive a oportunidade de participar de todos eles, nos primeiros anos como um dos organizadores pela arquidiocese de Campo Grande e agora como apoiador”.

Segundo o parlamentar, o Grito sempre se propôs a denunciar a desigualdade social em nosso país, que relega milhões de brasileiros, das cidades e do campo, indígenas e comunidades tradicionais, a condições de pobreza e miséria, impedindo-os de ter acesso aos seus direitos de cidadania e de viver com dignidade. Esta denúncia foi feita durante os governos da direita, da esquerda e, agora, da extrema-direita, e vai continuar até que tenhamos um país mais justo e solidário. “Estamos gritando por um país que promova o desenvolvimento econômico junto com o desenvolvimento social e que preserve o meio ambiente, nossa Casa Comum. Nosso grito é por vida digna para todos os brasileiros e brasileiras, sem exclusões, sem violências, sem discriminações e com liberdade e felicidade partilhada. Um grito das dores do povo que hoje sofre e que quer celebrar o amanhã da paz brotada da justiça. Grito por quem já não consegue mais gritar. Grito do silêncio daqueles que se foram pela pandemia transformada em genocídio por aqueles que brincaram de negar a ciência”.

“Neste ano, o Grito dos Excluídos, além de denunciar o aumento da pobreza, do custo de vida, do desemprego e da fome, o desrespeito ao meio ambiente, a tragédia da pandemia, vai ser um grito contra o autoritarismo e em favor da democracia, uma vez que esta vem sendo ameaçada pelo chefe da nação e seus apoiadores”, frisou o parlamentar.