MLS deixa marca de estrelas em fim de carreira e abre espaço para jovens talentosos

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Foto: Divulgação

Depois de décadas da MLS (Major League Soccer), a principal Liga Americana de Futebol, sendo um destino final para as grandes estrelas do futebol mundial, agora a competição começa a mudar sua imagem. Ainda há veteranos, mas o objetivo da Liga é contratar os novos talentos ao redor do mundo, além dos Estados Unidos, e principalmente criar sua própria categoria de base.

Essa nova tendência já pode ser notada ao vermos uma grande quantidade de atletas, em sua maioria sul-americanos, saírem de seus países para jogarem na terra do Tio Sam antes de pular para a Europa.

Com isso dá para ver o nível do futebol melhorando a cada ano e também chamando a atenção. Nas mais diversas casas de apostas a MLS conquistou grande destaque. Confira aqui    os diversos tipos de apostas para a liga americana de futebol.

O antigo sonho de ir para os grandes clubes da Europa dessas estrelas é adiado, mas com isso os talentos poderão desenvolver mais sua técnica e obter mais experiência para não chegarem tão verdes ao mercado europeu.

Novos formatos de contrato

A MLS criou novas regras e incentivos para que os clubes foquem em jogadores mais jovens.

Com uma nova versão a Major League Soccer (MLS) criou novas condições para a liga profissional de 2022 com o objetivo de desenvolver os jovens atletas que disputam a MLS Next Youth League para a liga profissional.

Essa nova liga será na verdade uma mescla desses jovens atletas e atletas profissionais com a finalidade de tornar o futebol nos Estados Unidos ainda maior.

O que temos acompanhado na MLS é inimaginável em nosso país; a liga americana tem tornado jovens de até 13 anos profissionais da bola. São jovens promessas que desempenham seu papel em campo ainda muito novos. O destino de muitos desses jovens acaba sendo o futebol europeu, que tem contratado grandes valores.

O jovem centroavante de apenas 13 anos Axel Kei estreou profissionalmente, se tornando o atleta mais jovem da história a se tornar profissional de futebol. Depois de mostrar todo seu talento no Real Monarchs passou a ser o titular absoluto do Real Salt Lake.

Outro jovem jogador foi Freddy Adu, também chamado de “novo Pelé”, que jogou no DC United com apenas 14 anos ou ainda Alphonso Davies, que em 2016 com apenas 15 anos jogou na equipe do Vancouver Whitecaps. Hoje Davies é uma das estrelas do Bayern de Munique.

Outro craque de bola, Obed Vargas, de 15 anos, estreou como titular da equipe do Seattle Sounders, sendo o terceiro mais jovem atleta a atuar na liga.  

O New York City contratou recentemente o meio-campista Maximo Carrizo de apenas 14 anos. Essa não é a primeira contratação de um garoto tão jovem no New York City, o zagueiro Joe Scally chegou a assinar em 2018 seu primeiro contrato profissional, com apenas 15 anos. Hoje o atleta, com 19 anos, pertence ao Borussia Mönchengladbach da Alemanha.

A temporada passada da Major League Soccer foi recheada de novos talentos e muitos deles já vislumbram dias de glória em grandes equipes da Europa. Podemos citar alguns deles.

  • Paxten Aaronson (18 anos) – Meio-campista – Philadelphia Union
  • Cristian Cásseres Jr. (22 anos) – Meia – New York Red Bulls
  • Jesús Ferreira (21 anos) – Meia ofensivo – FC Dallas
  • David Ochoa (20 anos) – Goleiro – Real Salt Lake
  • Kevin Paredes (18 anos) – Meio-campista – D.C.United, agora no Wolfsburg da Alemanha
  • Cade Cowell (18 anos) – Atacante – San Jose Earthquakes
  • Ricardo Pepi (19 anos) – Centroavante – FC Dallas, agora no Augsburg da Alemanha
  • Efrain Álvarez (19 anos) – Meia ofensivo – Los Angeles Galaxy
  • Daryl Dike (21 anos) – Atacante – Orlando City SC, agora no West Bromwich da Inglaterra
  • Julian Araújo (20 anos) – Lateral-direito – Los Angeles Galaxy
  • Caden Clark (18 anos) – Meia – New York Red Bulls

A MLS passou de uma liga onde grandes estrelas do futebol da Europa eram contratadas em final de carreira para ser fornecedora de jovens jogadores para o continente europeu.

Vários países sul-americanos, principalmente a Argentina, já vinham utilizando o mercado americano como vitrine para seus jovens talentos e o Brasil com certeza fará o mesmo.