A partir deste sábado (16), a conta de luz deixa de ter cobrança extra com a entrada em vigor da bandeira tarifária verde em todo o país. Mas os consumidores de 74 municípios do Estado, atendidos pela Energisa, terão hoje o reajuste tarifário anual, com índice médio de 18,16%.
Em relação a bandeira tarifaria (entenda elas ao final da reportagem), até então, estava em vigor a da escassez hídrica, criada em setembro 2021 para compensar o aumento do custo de geração de energia por conta da crise hídrica que o país enfrentava à época, que obrigou o acionamento de termelétricas. Isso representava uma cobrança de R$ 14,20 a mais para cada 100 quilowatt-hora consumidos.
O Ministério de Minas e Energia estima que a conta de luz deva ter redução de cerca de 20% a partir do próximo mês para o consumidor residencial. A pasta também disse que com a manutenção das condições de chuva, a perspectiva é de que a bandeira verde continue até o final do ano.
Mas o consumidor não sentira esta redução, pois em Mato Grosso do Sul houve o reajuste tarifário anual, estipulado pela empresa Energisa, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ocorrido na última terça-feira (12).
Para os consumidores de baixa tensão, como residenciais, o impacto será de 17,93%. Para consumidores de alta tensão (indústria) o efeito é de 18,81% e para o consumidor rural o maior impacto: 25%.
Mato Grosso do sul ocupa, hoje, o terceiro lugar no ranking dos estados que mais cobram por energia elétrica. Os dados são do Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS (Concen-MS).
Entenda as bandeiras tarifárias
A bandeira verde aparece na conta de luz quando há condições favoráveis para a geração de energia. Com isso, não há nenhum acréscimo para o consumidor na tarifa.
Já a bandeira amarela sinaliza que algumas condições que encarecem a geração de energia começaram a aparecer. Com isso, a tarifa passa a ter um acréscimo de R$ 1,874 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) que for consumido no mês.
A bandeira vermelha sinaliza uma piora nas condições de geração de energia. O patamar 1 da bandeira representa um acréscimo de R$ 3,971 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido. Já o patamar 2 representa um acréscimo de R$ 9,492 para cada 100 quilowatt-hora.
A bandeira escassez hídrica, criada no ano passado, representa uma cobrança de R$ 14,20 a mais para cada 100 quilowatt-hora consumidos.





















