Sem resolver impasse GMs marcam protesto e acampamento na prefeitura

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Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande (Foto: PMCG/Divulgação)

Os GMs (Guardas municipais) de Campo Grande continua a pleitear melhorias para categoria, mas sem sucesso, impedidos pela Justiça de fazer greve e sem resolver impasses, eles marcaram então um protesto com possível acampamento na sede da prefeitura, O Paço Municipal, que é protegido pela GCM (Guarda Civil Metropolitana), ou seja por eles, a não ser que a prefeita chame a PM (Policia Militar) para impedir, pode ser tomada pela Segurança municipal.

A decisão foi tomada pelos GMs, em assembleia realizada no fim da tarde desta terça-feira (12), onde Sindgm-CG (Sindicato dos Guardas Municipais de Campo Grande) marcou a manifestação para a próxima segunda-feira (18). A questão de impasses, tem praticamente uma semana para ser, ao menos, amenizada, dado o ‘aviso prévio’ anunciado pelo Sindicato.

O presidente do sindicato, Hudson Bonfim, pois a prefeitura se comprometeu a atender as reivindicações dos guardas, mas até momento nada foi resolvido e foi modificado ante reunião com a prefeita. “A categoria até se reuniu pois reunião com a prefeita Adriane Lopes, na segunda-feira (11), mas documento enviado ao sindicato, para discutir com o efeito em assembleia, defere, está diferente do que foi acordado anteriormente, o que desagradou os GCMs”, disse Bonfim.

Assim, o representante anuncia a ‘Marcha Azul Marinho’, que com antecedencia foi marcada para a semana que vem, com saída da Praça do Rádio em direção a Prefeitura, às 8h. “A manifestação vem no lugar da greve, que foi impedida pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). A gente entendeu que não pode fazer greve. A gente está aberto ao diálogo”, disse Hudson a imprensa.

Grupo acampar

De acordo com o presidente, possivelmente, após a manifestação, o efetivo vai montar acampamento em frente ao Paço Municipal até que o impasse com a prefeitura seja resolvido.

Os servidores da GCM (Guarda Civil Metropolitana) vem reivindicando melhoria salarial para a categoria a prefeitura, além de adicional de periculosidade e convocação de aprovados no concurso.

Campo Grande conta com mais de 1 mil profissionais da segurança pública, que ainda aguarda um parecer da prefeitura, após reunião na semana passada, e deve se reunir em outra assembleia em breve.

Greve impedida na Justiça

A greve estava marcada e anunciada, foi adiada, mas retomada. O efetivo quase paralisou as atividades no dia 7 de junho.

Mas, o procurador municipal, Alexandre Ávalo, questionou na Justiça e teve sentença favorável. “O exercício do direito de greve pretendido pela categoria substituída pelo requerido é ilegal, pois tais servidores desempenham atividade de caráter essencial e de necessidade inadiável”.

“A paralisação das atividades dos representados do requerido como por ele desejada representa abrupta ruptura da segurança pública e se revela algo tão grave que o constituinte originário demonstrou grande preocupação com a preservação da ordem pública e da paz social”, complementou o procurador-geral do município.

Com isso, foi decidido aplicação de multa diária no valor R$ 50.000,00, limitada a R$ 600.000,00, ao Sindicato. A decisão foi assinada pelo juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneo.