Quadrilha golpea ao menos 500 vítimas por ‘falso consórcio’ em MS

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(Foto: divulgação PCMS)

Uma quadrilha foi descoberta em Mato Grosso do Sul aplicando mais um golpe, de ‘falso consórcio’, que já deve ter feito, ao menos, 500 vítimas. Policiais civis da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), prendeu três integrantes do grupo responsável em aplicar a falsificação consorcial. A operação e dados foram divulgados nesta sexta-feira (2), mas ação policial ocorreu na quarta-feira (31), contando a grande quanta de vítimas no Estado. 

Conforme a Decon, o grupo possuía duas ramificações e sempre mudavam de endereço para dificultar a localização. Ainda não há valores de quanto o grupo criminoso arrecadou com os golpes, mas pelo menos 500 vítimas foram ‘conseguidas’ e caíram na ação criminosa da quadrilha.

“Pelo menos quatro vítimas foram lesionadas em mais de R$ 60 mil. Uma delas, de 43 anos, procurou a delegacia na manhã desta sexta (2/9) para registrar um boletim de ocorrência contra os criminosos. O homem contou que no dia 29 de agosto viu um anúncio na OLX, e foi até a empresa”, registrou a Decon.

À polícia, a vitima relatou que no local (empresa de fachada), foi atendido e comprou uma carta de crédito no valor de R$ 25 mil dando R$ 8 mil de entrada. O atendente pediu um prazo de sete dias para que o dinheiro fosse repassado a garagem, onde a vítima iria adquirir o carro. Mas, depois, ele percebeu que havia caído em um golpe. 

Modus operant – Presos e apreensões

Além das prisão de três integrantes do grupo criminoso, a polícia apreendeu celulares, notebooks e documentos, inclusive uma agenda com mais de 100 nomes de possíveis vítimas dos estelionatários.

As apurações da Decon apontam que, para não ser surpreendido, o grupo alugava salas e decorava de forma luxuosa. Em seguida, anunciava veículos e imóveis expostos à venda na internet.

Os interessados clicavam no anúncio e eram direcionados para a atendente via aplicativo de troca de mensagens Whatsapp e quando apareciam para fazer negócio, os golpistas falavam que já havia sido vendido, oferecendo então a carta de crédito mediante entrada e parcelas.

A empresa utilizada pelo trio não está autorizada pelo Banco Central a atuar nesse mercado, e o local não possui autorização dos órgãos de controle para funcionar, de forma que o Procon/MS lacrou a empresa.