Megaoperação quer evitar epidemia de dengue na Capital em período considerado de risco histórico

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Prefeita Adriane Lopes participa de reunião de elaboração da megaoperação contra o mosquito Aedes aegypti (Foto: PMCG)

Uma megaoperação envolvendo todas as secretarias municipais de Campo Grande será deflagrada a partir do dia 03 de novembro para evitar o aumento no número de casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como a dengue, zika e a febre chikungunya.

De acordo com a Prefeitura, a região urbana do Segredo será a primeira a receber os trabalhos. Os agentes envolvidos farão a inspeção e vistoria de imóveis, terrenos baldios, prédios, praças e parques públicos e o recolhimento de materiais inservíveis potenciais criadouros do Aedes aegypti. Além disso, também devem ser realizadas ações de conscientização.

Os detalhes da megaoperação foram discutidos na tarde desta terça-feira (25), em reunião com todos os secretários e diretores das autarquias públicas municipais e a prefeita Adriane Lopes, na Esplanada Ferroviária.

“É fundamental que todos nós estejamos envolvidos neste trabalho com objetivo de evitar o aumento na proliferação do mosquito e, consequentemente, o número de casos destas doenças. Nós enquanto Poder Público estamos buscando fazer a nossa parte e também contamos com a conscientização e apoio da população. Afinal, é necessário que haja união de todos para que a gente possa vencer mais essa batalha contra o mosquito”, disse a prefeita.

A superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Veruska Lahdo, citou que apesar dos números serem considerados estáveis, historicamente há uma preocupação quanto a possibilidade de aumento de casos de dengue a partir da segunda quinzena de dezembro. ”O perfil epidemiológico nos mostra que entre dezembro e janeiro há sempre aumento de casos e, por isso, é preciso que haja uma intensificação nas ações já nas próximas semanas para que a gente reduza a proliferação do mosquito”.

Conforme os dados apresentados, de 01 de janeiro a 24 de outubro foram registrados 7.157 casos de dengue em Campo Grande e sete óbitos. No mesmo período foram apenas 1 caso de Zika e 29 de Chikungunya. A superintendente reitera a necessidade da participação da população neste controle, considerando que  os levantamentos mostram que 80% dos focos do mosquito ainda são encontrados dentro das casas.

O secretário-adjunto municipal de Saúde, Rogério Souto, destacou a importância do esforço conjunto no enfrentamento do Aedes aegypti que somado às ações de rotina trazem resultados positivos. “As ações conjuntas são fundamentais para que o nosso trabalho seja mais efetivo”, comenta.

Para o secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Mário César da Fonseca, a iniciativa chama também a atenção da sociedade quanto a necessidade de um esforço coletivo no enfrentamento de doenças como a dengue. “Temos que fazer um esforço coletivo para evitar que a gente venha a sofrer com novos surtos ou epidemias de uma doença tão terrível como é a dengue. A prevenção sempre será a melhor solução”, enfatiza.

Método complementar

Além do trabalho de manejo e controle efetivo da doença com a visitação e o uso do Fumacê, a Capital está utilizando a ciência como aliada no enfrentamento do Aedes aegypti.  Campo Grande é uma das cinco cidades do País escolhidas para receber o projeto Wolbachia.

O Método Wolbachia está em sua 5ª fase de soltura dos mosquitos e na última de engajamento em Campo Grande, sendo que a partir dos próximos meses será iniciada a soltura dos insetos nos últimos 10 bairros, fazendo, assim, com que 100% da cidade esteja contemplada pelo método. Atualmente são 64 bairros que possuem a presença do mosquito com a bactéria Wolbachia.

Assim como nas demais etapas de soltura, o Wolbachia Nas Escolas também têm um período para ser cumprido, que em geral são de 16 semanas. Desta forma, após a implementação da estratégia, é necessário aguardar um período para que seja feita a verificação da prevalência do mosquito nestas regiões.