Fisioterapeuta nega abuso sexual em adolescente, porém imagens de câmeras revelam contradições

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Publicado em 28/02/2018 11h15

Fisioterapeuta nega abuso sexual em adolescente, porém imagens de câmeras revelam contradições

Homem ainda é suspeito de “pesquisar” sobre a vida da vítima logo após o crime. Suspeito permanece preso preventivamente

G1/MS

A Polícia Civil, ao interrogar o fisioterapeuta suspeito de abuso sexual em adolescente de 13 anos, em Campo Grande, encontrou inúmeras contradições. No relato, o homem de 39 anos nega o crime e alega que entrou e ficou sozinho no banheiro de um hipermercado. Imagens de circuito interno, no entanto, mostram outra situação no dia do crime.

“Nós analisamos toda a sequência das câmeras, que passou por perícia e degravação das imagens. O homem disse que não tinha ninguém no banheiro, porém as imagens mostram a vítima entrando no local em seguida. Houve também exame pericial e o reconhecimento fotográfico e pessoal, logo após a prisão dele ontem”, afirmou ao G1 a delegada Marília de Brito, responsável pelas investigações.

Outro fato apurado pela investigação é uma “pesquisa” do suspeito sobre a vida da vítima. A polícia mantém sigilo sobre o fato, porém, é mais uma prova que consta no inquérito. A prisão preventiva foi decreta e o fisioterapeuta permanece preso. Ele não possuía antecedentes criminais.

Nesta quarta-feira (28), testemunhas serão intimadas a comparecer na Delegacia Especializada de Repressão à Criança e o Adolescente (Depca). “Vamos ouvir outras pessoas que estavam acompanhando a vítima e também as primeiras pessoas que ele relatou o crime”, explicou Brito.

Entenda o caso
O crime, de acordo com a polícia, ocorreu no dia 9 de fevereiro. O garoto estava acompanhado de amigos, por volta das 12h (de MS), quando foram comprar guloseimas em um horário de folga da escola. O grupo inclusive estava de uniforme na ocasião.

“Na saída, o menino teria falado que iria ao banheiro, quando os colegas falaram que iriam na frente. Ao entrar, ele foi ao mictório e afirmou estar constrangido com o homem olhando para ele”, contou a delegada.

Conforme a polícia, o menino então tentou se dirigir ao banheiro com as portas fechadas. “No relato, neste momento, o menino conta que o homem segurou a porta e entrou com ele. Houve o abuso sexual e o menino conta que quase desmaiou quando retornava para escola”, ressaltou Marília.

Após algum tempo, a vítima ligou para o irmão e contou o ocorrido. A mãe ficou sabendo e compareceu a Depca. O homem deve responder por estupro de vulnerável. A pena para este crime varia de 8 a 15 anos de reclusão.

Adolescente diz que crime ocorreu no banheiro de hipermercado (Foto: G1 MS)