Trabalhadores dos Correios encerram greve e agências abrem nesta terça

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Publicado em 13/03/2018 05h59 – Atualizado em 13/03/2018 05h59

Trabalhadores dos Correios encerram greve e agências abrem nesta terça

A paralização em MS foi por 24 horas.

Da redação

Os trabalhadores dos Correios decidiram pelo encerramento da greve em Mato Grosso do Sul, após assembleia realizada na noite ontem (12), em Campo Grande. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios de Mato Grosso do Sul (Sintect-MS), o trabalho nas agências volta ao normal em todo estado nesta terça-feira (12).

A decisão vai contra a orientação da Federação Nacional dos Trabalhdores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), que é a de continuar com a paralisação após a decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho) em relação ao plano de saúde dos servidores, ficando os empregados dos Correios e seus dependentes com obrigação de pagar mensalmente para a manutenção do plano. “Eles voltam ao trabalho, enquanto aguardam uma decisão da Federação Nacional da categoria”, se posicionou o sindicato, por meio de assessoria de imprensa.

A greve continua em outros estados mas ainda conforme o Sintect-MS, nesta terça-feira (13), assembleias serão realizadas por outras cidades do país para que seja definido o andamento da greve.

Em MS, cerca de 10 agências em pelo menos 20 cidades foram afetadas pela paralisação.

Greve nacional

A greve nacional foi convocada pela Fentect para ir contra a alteração no plano de saúde e devido à não realização de concursos públicos desde 2011, que seria para repor os funcionários que saíram da empresa.

A paralisação tenta defender o acordo coletivo, que ainda está no prazo. A direção dos Correios entrou com um pedido de dissídio no TST (Tribunal Superior do Trabalho) pedindo alteração na cláusula que trata do Plano de Saúde dos Trabalhadores. A mudança exclui pais e mães da assistência.

Outro ponto questionado pelo sindicato, segundo, é o plano de demissão voluntária da empresa, que estaria pressionando os funcionários a fazer a adesão.

Os Correios se manifestaram sobre a greve, informando que ” empresa entende que é um direito do trabalhador. No entanto, um movimento dessa natureza, neste momento, serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados”, afirmou a assessoria.

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