Moraes já aceita nova ação de denúncia contra outros 200 envolvidos nos atos golpistas

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(Foto: Marcelo Camargo/Agência) Brasil)

O STF (Supremo Tribunal Federal) iniciou nas primeiras horas desta terça-feira (25), o julgamento de nova ação de mais 200 envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Na ocasião, vândalos depredaram as sedes do STF, do Congresso e o Palácio do Planalto. Primeiro a votar, o ministro Alexandre de Moraes decidiu pelo recebimento das denúncias da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra os acusados. Mais cedo o Enfoque MS havia anunciado que STF começa a julgar situação de mais 200 denunciados por ‘atos golpistas’ em Brasília .

Nesta segunda-feria (24), como também noticiamos, o STF conclui sessão tornando cinco de Mato Grosso do Sul réus entre 100 primeiros envolvidos em atos golpistas de janeiro . Na ação concluída, os acusados de MS, são Fabrício de Moura Gomes, 45 anos; Djalma Salvino dos Reis, 45; Eric Prates Kobayashi, 40; Fábio Jatchum Bullmann, 41. Todos foram denunciados por invadir o Palácio do Planalto. Já Diego Eduardo de Assis Medina, 35 anos, foi pego na sede do Poder Legislativo. Assim, na votação encerrada, a Corte aceitou denúncia contra 100 investigados pela participação nos atos.

A votação de nova ação, de mais 200, começou à meia-noite de hoje (25) e vai até às 23h59 da próxima terça-feira, 2 de maio. Na modalidade virtual, os ministros depositam os votos de forma eletrônica e não há deliberação presencial. Em função de aposentadoria de Ricardo Lewandowski, a Corte não conta com o voto do 11° ministro.

Com a divulgação do voto do ministro, que é relator das denúncias, os demais nove ministros da Corte também podem começar a votar. Se a maioria aceitar a denúncia, os acusados passarão a responder a uma ação penal e se tornam réus no processo. Em seguida, o ministro deverá analisar a manutenção da prisão dos acusados que ainda permanecem detidos.

Presos

Conforme levantamento do STF, das 1,4 mil pessoas que foram presas no dia dos ataques, 294 (86 mulheres e 208 homens) continuam no sistema penitenciário do Distrito Federal. Os demais foram soltos por não representarem mais riscos à sociedade e às investigações.

Desde o ataque, a PGR já denunciou 1.390 pessoas por atos antidemocráticos, sendo 239 no núcleo dos executores, 1.150 no núcleo dos incitadores e uma pessoa no núcleo que investiga suposta omissão de agentes públicos.