Publicado em 09/04/2018 18h44
Governador diz que greve da Fetems é movimento político
Greve está marcada para esta terça-feira (10). Governo vai à Justiça se servidores aderirem à greve.
Da redação
O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) declarou que ameaça de greve dos servidores administrativos da educação é de natureza política e que vai recorrer à Justiça. “Vamos tomar as iniciativas para o cumprimento das atividades escolares, se eles entrarem em greve, cabe ao governo entrar na Justiça devido a ilegalidade”, afirmou o chefe do Executivo em evento que ocorreu no Rubens Gil de Camilo, na tarde desta segunda-feira (9).
Na avaliação de Reinaldo, a paralisação dos administrativos é “um movimento político”. Para evitar prejuízos aos alunos, o Governo já fala em ação judicial para impedir a greve dos administrativos, que pode impactar no funcionamento das escolas.
Os servidores ameaçam paralisar as atividades a partir da próxima terça-feira (10) em protesto ao reajuste de 3,04% sancionado pelo Executivo na semana passada. “Eles não tem o por quê pararem. A grande reivindicação que eles queriam era a incorporação do abono e isso já foi resolvido, só que dentro da legalidade”, explicou o governador.
Reinaldo ressaltou, ainda, que o abono salarial oferecido aos administrativos representou aumento de 17% no salário dos profissionais. “Essa categoria recebeu o maior reajuste quando demos o abono”, disse.
FETEMS
A greve deliberada na última sexta-feira (6) após assembleia dos administrativos é fruto do impasse que envolve o reajuste salarial da categoria.
Durante a assembleia da semana passada, os administrativos afirmaram que esperam que professores da rede estadual também aderissem ao movimento. Para a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), mesmo sem a adesão dos professores o funcionamento das escolas fica comprometido.
Os administrativos geralmente atuam na limpeza, alimentação e outros setores administrativos das escolas.





















