Servidores da educação entram em greve a partir de hoje

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Publicado em 10/04/2018 07h23

Servidores da educação entram em greve a partir de hoje

Governador diz que greve é política e que tomará as providências para evitar prejuízos aos estudantes.

Da redação

A partir desta terça-feira (10) os servidores administrativos em educação do Mato Grosso do Sul entram em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia realizada na sexta-feira (6) pela Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems).

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Três Lagoas (Sinted), Maria Laura Castro, o resultado da greve vai impactar em alunos sem merenda e escolas sem a limpeza.

Em todo o Estado, são seis mil servidores administrativos que trabalham nas secretarias, na limpeza das escolas e nas cozinhas fazendo merenda.

Na semana passada, a Assembleia Legislativa aprovou projeto de lei que concede reajuste salarial de 3,04% para os servidores. Os servidores administrativos em educação, no entanto, não aceitaram a proposta do governo, pois alegam que há três anos não tem reajuste.

Os administrativos recebem hoje R$ 829, e um abono de R$ 200. Além do reajuste, eles pedem que o abono seja incorporado imediatamente e integralmente no vencimento base.

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) disse que a greve é política e que tomará as providências para evitar prejuízos aos estudantes.

“Vamos tomar as iniciativas para o cumprimento das atividades escolares, se eles entrarem em greve, cabe ao governo entrar na Justiça devido a ilegalidade”, afirmou o chefe do Executivo em evento que ocorreu no Rubens Gil de Camilo, na tarde de ontem (9).

Na avaliação de Reinaldo, a paralisação dos administrativos é “um movimento político”. Para evitar prejuízos aos alunos, o Governo já fala em ação judicial para impedir a greve dos administrativos, que pode impactar no funcionamento das escolas.

Reinaldo ressaltou, ainda, que o abono salarial oferecido aos administrativos representou aumento de 17% no salário dos profissionais. “Essa categoria recebeu o maior reajuste quando demos o abono”, disse.

Decisão foi tomada em assembleia realizada na sexta-feira pela Federação dos Trabalhadores em Educação - Divulgação/Fetems