Publicado em 20/04/2018 16h28
MS perdeu 646 postos de trabalho formal em março, segundo Caged
Pior resultado para o mês desde 1992
Da redação
Mato Grosso do Sul fechou em março 646 postos com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, ficando na sexta posição entre os menores saldos de emprego do País e apresentando o pior resultado para o mês na série histórica do levantamento. O número é o menor para o mês desde 1992, quando o Caged teve início.
No total, as empresas instaladas em Mato Grosso do Sul contrataram 20.126 e demitiram 20.772 trabalhadores no mês passado, o que representa uma variação de 0,13% em relação ao estoque de fevereiro. Com isso, foram extintos 646 postos de trabalho. Em toda série histórica do Caged, apenas nos anos de 1992 e de 1998 tiveram saldos negativos no mês de março. No mesmo período de 2017, o resultado foi de 1.245 empregos.
Cinco dos oito principais setores econômicos tiveram saldo negativo, conforme os dados do Ministério. O principal deles foi o comércio, com o encerramento de 549 postos de trabalho, seguido da agropecuária (-451). Também tiveram perda de empregos os setores da indústria de transformação (-15), serviços industriais de utilidade pública (-12) e administração pública (-2).
Já o setor de serviços foi responsável pela maior geração de vagas no período: o saldo de empregos com carteira assinada no segmento foi de 351 postos em março. Também apresentaram resultados positivos a construção civil (23) e o setor extrativo mineral (9).
Por município, as principais contribuições para o esfriamento do mercado de trabalho sul-mato-grossense vieram de Campo Grande (-277), Dourados (-238), Maracaju (-177), Três Lagoas (-96) e Naviraí (-81).
No ano, a diferença entre contratações e demissões em Mato Grosso do Sul está positiva em 4.537 empregos. No acumulado de 12 meses, o saldo é negativo, com fechamento de 6.320 vagas.





















