A não prestação de contas da campanha eleitoral de 2022 e ainda a infidelidade partidária levaram a direção nacional do PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) a intervir no diretório estadual da sigla em Mato Grosso do Sul e afastar seu presidente, o ex-deputado estadual Renan Barbosa Contar, o Capitão Contar, fiel seguidor do do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além de atingir Contar, que disputou o governo do Estado em 2022, pela sigla, mas vem flertando, conversando com membros do PL, partido atual do ex-presidente, a medida, aprovada por unanimidade, afastou também todos os demais membros do diretório estadual, dentre os quais a empresária Yara Diniz Contar, esposa do político.
Segundo informou Cleber Teixeira, 1º secretário da Executiva Nacional do PRTB, a intervenção partidária em MS, foi decidida em reunião extraordinária que aconteceu no domingo, 2 de julho. De acordo com ele, o estatuto do partido estabelece que antes de terem encaminhado as contas eleitorais de campanha de 2022 ao Tribunal Regional Eleitoral, os dirigentes estaduais deveriam obrigatoriamente encaminhá-las para análise do diretório nacional.
“Prevista no estatuto, a regra tem de ser seguida à risca para que antes de ser enviada ao TRE pudéssemos analisar a existência de eventual erro na prestação de contas que pode prejudicar o partido em nível nacional”, explicou Cleber Teixeira.
Infidelidade
Além de Capitão Contar, presidente da sigla, foram afastados Helano Holanda de Almeida (1º vice-presidente), Antônio Abel Cardoso Martins (2º vice-presidente), Yara Diniz Contar (1ª secretária), Joseane Paz dos Santos (2ª secretária), Rogers Valério (1º tesoureiro) e Fabiane Cristine Lopes dos Santos (2ª tesoureira).
Teixeira aponta que em função do descumprimento do que estabelece o estatuto, Capitão Contar e os demais membros do diretório também responderão por infidelidade partidária no Conselho de Ética do PRTB. Mas, que todos poderão se defender na instância partidária.
“Todos terão direito ao contraditório e à ampla defesa”, disse Cleber Teixeira, ao informar que diretórios de outros Estados também sofreram intervenção.
Segundo ele, a expectativa é a de que até esta sexta-feira seja nomeado o interventor em Mato Grosso do Sul. Caso os dirigentes não sejam punidos, poderão retornar aos seus cargos no Diretório Estadual. Do contrário, será eleita nova diretoria executiva após o fim das apurações.





















