Campo Grande e Dourados registram as maiores notificações de chikungunya

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Publicado em 11/05/2018 14h15

Dourados e Campo Grande registra as maiores notificações de chikungunya

De acordo com a SES, Dourados registra um surto da doença com um número maior de registros e uma maior incidência que a capital

G1/MS

Dos 267 casos de chikungunya notificados em Mato Grosso do Sul neste ano, 153, o equivalente a 57,30% ocorreram na Capital e Dourados. Os dados são do mais recente boletim epidemiológico divulgado pela secretaria estadual de Saúde (SES).

De acordo com a SES, Dourados registra um surto da doença com um número maior de registros e uma maior incidência que a capital. Até quarta-feira (9), haviam sido notificados 83 casos e uma incidência de 40,0 para 100 mil habitantes.

Nesta sexta-feira (11), o coordenador de Vetores da SES participou de uma reunião com a equipe da secretaria municipal de Saúde de Dourados para discutir o problema e quais ações podem ser executadas para reduzir o número de registros.

No município, a região do Jardim Tropical é uma das que concentra o maior número de notificações.

Já em Campo Grande, foram notificados até o dia 9 de maio, 70 casos, mas como o município tem uma população maior do que a de Dourados, a incidência da doença por 100 mil pessoas é bem menor, 8,4.

Sintomas

A chikungunya é transmitida pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti. A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.

Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.

Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.

Além da dengue, o mosquito Aedes aegypti pode transmitir também a chikungunya (Foto: Reuters)