Imasul negligência fiscalização e permite irregularidades ambientais

261

Publicado em 19/05/2018 08h57

Imasul negligência fiscalização e permite irregularidades ambientais

Nove processos evidenciam “vista grossa” da entidade a crimes

Correio do Estado

A degradação de áreas de preservação permanente avançam no Pantanal sul-mato-grossense sem que haja intervenção do Instituto Estadual de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). Nove ações impetradas pelo Ministério Público Estadual (MPE) e que tramitam no Tribunal de Justiça (TJMS) mostram a omissão da autarquia com as irregularidades. Os processos se referem a problemas ambientais que põem em risco as belezas dos municípios de Corumbá, Miranda e Aquidauana, que fazem parte da rota do turismo pantaneiro.

Duas dessas ações são relativas à devastação de 20.526 hectares de vegetação nativa na Fazenda Santa Mônica, localizada no município de Corumbá, região do Alto Paraguai, na divisa com o Estado de Mato Grosso, às margens do Rio Piquiri. O caso foi revelado pelo Correio do Estado em abril, depois que, em março deste ano, o desembargador Divoncir Schreiner Maran autorizou o desmatamento, quando suspendeu a liminar concedida no ano passado pela juíza Luiza Vieira Sá de Figueiredo, a pedido da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), sob alegação de “ofensa à ordem e grave risco à economia pública”.

A falta de rigidez do órgão no combate à degradação ambiental não é de hoje. Desde 2009, ações do MPE tramitam na Justiça denunciando construções irregulares em áreas de preservação permanente.

Vários trechos do Rio Miranda já estão assoreados, assim como ocorre em outros 20 rios da Bacia do Paraguai, no Pantanal - Foto: Ricardo Fernandes / Arquivo