Caminhoneiros mantém bloqueios em MS, combustível acaba e batata vai a R$ 350

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Publicado em 25/05/2018 10h45

Caminhoneiros mantém bloqueios em MS, combustível acaba e batata vai a R$ 350

Mesmo com acordo fechado na noite de quinta-feira (24), categoria continua com protestos e reflexos só pioram

G1/MS

O protesto de caminhoneiros em Mato Grosso do Sul contra o custo total de frete entra no 5º dia, mesmo com acordo fechado na noite de quinta-feira (24) com representantes da categoria, em Brasília. Os reflexos da greve são vários.

Como os caminhões estão parados nas rodovias, muitos produtos não chegam aos destinos. Entre eles combustíveis e alimentos. Teve turista com a viagem suspensa. Uma festa tradicional em Paraíso das Águas teve que ser cancelada.

Já os três dias da tradicional Festa do Milho, em Jateí, foram “enxugados” somente para este sábado (26). A greve dos caminhoneiros impediu a chegada de materiais como som, bebidas e tendas.

Veja os principais reflexos da paralisação no estado

Combustíveis

A corrida por gasolina, etanol e óleo diesel começou na tarde de quarta-feira (23). Filas e mais filas desde então em quase todos os postos. Na manhã desta sexta-feira (25) já não havia mais combustíveis em muitos postos. Em outros, limitação de quantidade e estoque baixo.
A atendente Carla Andrade deixou carro sem combustível em casa e está usando moto para economizar. Ela saiu apenas com R$ 10 e o que vai abastecer a moto é suficiente apenas para um dia.

Em outro posto, quem enfrenta a fila é seu Luiz, pedreiro. Entre tantos veículos, ele se destaca a pé, com um galão nas mãos. A gasolina do carro dele acabou e para conseguir trabalhar veio ao posto comprar R$ 30 do produto.

Na fronteira com o Paraguai, brasileiros abastecem em Pedro Juan Caballero, onde o combustível é mais barato e é comprado na Venezuela, não passando por vias brasileiras.

Preços

Em Campo Grande, um gerente foi preso por prática abusiva de preço. O Procon e a Delegacia de Repressão a Crimes contra as Relações de Consumo estão de olho nos comércios. Em Dourados, o Ministério Público também está atento ao reajuste dos preços.

Segundo a Justiça, o gerente do posto da capital passou por audiência de custódia na manhã desta sexta-feira (25), disse que aumentou o preço ao ver outro comércio com preço alto e depois abaixou a pedido do patrão, quando viu valores menores em outros locais.

Alimentos

Na central de distribuição de alimentos, em Campo Grande, o pátio ficou vazio nesta sexta-feira, dia de tradicional movimento maior por conta dos comerciantes do interior do estado. Os produtos que ainda têm estão com os preços nas alturas, como é o caso da saca de batata: de R$ 59 em média, passou para R$ 350.

Transporte público

Em Campo Grande houve redução de números de ônibus circulando e ainda da quilometragem da frota. Em Maracaju, o transporte de alunos da área rural foi suspenso assim como a coleta de lixo. Tudo porque não há mais combustíveis na cidade.

Ponto de bloqueio de caminhoneiros na BR-163, em Campo Grande (Foto: Fabiano Arruda/ TV Morena)