Publicado em 28/05/2018 13h15
Caminhoneiros autônomos dizem que medidas de Temer e Azambuja atendem a categoria
Neste domingo, o governo federal determinou a redução de R$ 0,46 no preço do óleo diesel, mantendo o valor congelado por 60 dias já o governo do estado reduziu a pauta fiscal do combustível
G1/MS
O presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens em Mato Grosso do Sul (Sindicam), Osny Bellinati, disse na manhã desta segunda-feira (28), ao G1, que as medidas anunciadas neste domingo (27), pelo presidente da República, Michel Temer (MDB) e pelo governador do estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), atendem em parte das reivindicações apresentadas pela categoria, mas que continuam apoiando o movimento de greve dos caminhoneiros e vão aguardar os desdobramentos da mobilização nos próximos dias.
Neste domingo, o governo federal determinou a redução de R$ 0,46 no preço do óleo diesel, mantendo o valor congelado por 60 dias e depois realizando reajuste somente mensalmente. Também estipulou a isenção da cobrança do eixo suspenso nos pedágios em todas as rodovias, assegurou aos autônomos 30% dos fretes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e uma tabela mínima para o preço do frete.
Já o governo do estado anunciou uma mudança a partir de 1º de junho na pauta fiscal, o valor de referência para a cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do óleo diesel, com a redução de R$ 3,90 para R$ 3,65. Com a medida o governo deve deixar de arrecadar entre 5 e 8 milhões de reais por mês.
“Essas medidas atenderam parte da nossa pauta em Mato Grosso do Sul, mas continuamos apoiando o movimento e temos repassado aos nossos colegas para que eles permaneçam em casa e aguardem o que vai acontecer. Não adianta eu falar para eles voltarem a trabalhar se não tem onde carregar e se eles vão acabar entrando em desentendimento com outros colegas, que estão nos pontos de manifestação do estado. É melhor ficarem em casa e esperarem”, comentou.
Em um dos principais pontos de manifestação em Campo Grande, na BR-163, no macroanel rodoviário, os manifestantes fizeram uma reunião neste domingo, logo após o anuncio das medidas pelo governo federal e decidiram continuar a mobilização. Segundo o grupo, as decisões do governo federal são insuficientes para atender a pauta da categoria e eles querem medidas mais concretas.





















