Publicado em 27/06/2018 10h21
Cheia no Pantanal faz MS prorrogar pela segunda vez vacinação contra a febre aftosa
Criadores da região terão até o dia 30 de julho para vacinar o rebanho e até 15 de agosto para comunicar a Iagro da imunização.
G1 MS
A cheia na região do Pantanal, fez com que a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) prorrogasse pela segunda vez para a região o período de vacinação dos rebanhos bovino e bubalino contra a febre aftosa.
A portaria com a prorrogação foi publicada nesta quarta-feira (27), no Diário Oficial do estado, e estipula que o período de vacinação dos rebanhos que terminaria neste sábado (30) de junho, seja estendido até 30 de julho, com o criador tendo até 15 de agosto para fazer a comunicação ao órgão.
Além da vacinação contra a aftosa, também foi ampliado o prazo para o produtor vacinar os animais contra a brucelose. Neste caso, a imunização e a comunicação podem ser feitos também até 15 de agosto.
A primeira prorrogação da vacinação contra a aftosa, de 15 dias em relação ao calendário inicial, foi determinada pela Iagro no fim de maio e além do Pantanal, também beneficiou o Planalto e a Fronteira, por conta dos reflexos da greve dos caminhoneiros, que tinha impactado nos estoques das revendas de vacinas.
No Pantanal, nesta primeira prorrogação, a campanha, que inicialmente iria até 15 de junho, havia sido estendida até este sábado, dia 30 de junho.
Entretanto, em razão da cheia, o Sindicato Rural de Corumbá e a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul), solicitaram no início de junho uma nova ampliação do prazo, desta vez de 30 dias.
O presidente da entidade, Luciano Aguilar, justificou o pedido explicando ao G1 que o pico da cheia deveria atingir a região somente no fim deste mês. Ele comentou ainda que a situação era embasada por estudos técnicos da Embrapa Pantanal, da Defesa Civil do município e pelo reconhecimento pelo próprio governo do estado e pela União, da situação de emergência em Corumbá.
Em razão da enchente, Aguilar disse ao G1 que dos 1,973 milhão de bovinos de Corumbá, que constitui o segundo maior rebanho por município do país, cerca de 1 milhão teve que ser retirada das áreas mais baixas que foram alagadas nas regiões do Nabileque, Jacadigo e Abobral, entre outras, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 350 milhões.
Outro argumento que o presidente do Sindicato Rural de Corumbá usou para pedir a prorrogação do prazo de vacinação para a região é da importância estratégica do rebanho local para a própria pecuária sul-mato-grossense, já que, cerca de 40% dos bezerros que saem para a engorda em outras regiões do estado, vem do Pantanal.





















