Publicado em 20/07/2018 16h12
Brasil volta a demitir mais do que contratar após 5 meses, diz Caged
Em junho, houve 1.167.531 admissões e 1.168.192 desligamentos de profissionais com carteira assinada
R7
O Brasil fechou 661 postos de trabalho com carteira assinada ao longo do mês de junho, segundo informações reveladas nesta sexta-feira (20), pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Trata-se do primeiro resultado negativo do mercado de trabalho formal neste ano.
Apesar do resultado negativo de junho, o indicador ainda tem saldo positivo de 392.461 vagas ao longo do ano. Nos últimos doze meses, as contratações superam as demissões em 280.093 postos de trabalho.
O último dado negativo apresentado pelo indicador foi verificado no mês de dezembro do ano passado, quando o saldo de contratações ficou negativo em 20.832 vagas formais. Com a perda, o Brasil registrou em 2017 a redução de 328.539 postos de trabalho.
Setores
Na análise por setores de atividades, o número de demissões com carteira assinada superou as contratações em cinco das oito áreas de atividade analisadas pelo Caged.
Ao longo do mês passado, puxaram a queda no nível de emprego os setores da Indústria de Transformação (-20.470 postos), Comércio (-20.971), Administração Pública (-855), Construção Civil (-934) e Extrativa Mineral (-88).
Por outro lado, fecharam o mês passado com mais vagas formais os segmentos de Agropecuária (+40.917 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (+1.151 postos) e Serviços (+589 postos).
Reforma trabalhista
Somente no mês passado, foram 13.236 demissões realizadas a partir de acordo entre empregador e empregado, conforme prevê a lei trabalhista. A quantidade de acordos em junho envolveu 10.053 estabelecimentos, em um universo de 9.533 empresas. Um total de 18 empregadores realizou mais de um desligamento mediante acordo no período.










