Desembargador do TRF3 nega liberdade e André Puccinelli, filho e advogado

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Publicado em 24/07/2018 15h38

Desembargador do TRF3 nega liberdade e André Puccinelli, filho e advogado

Da redação

O desembargador federal Maurício Yukikazu Kato, da 5ª Turma do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) negou, nesta terça-feira (24), liberdade ao ex-governador André Puccinelli (MDB). Preso desde a sexta-feira (20), Puccinelli, o filho e o advogado Paulo Calves permanecerão no Centro de Triagem de Campo Grande.

O magistrado negou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa dos três alvos da Operação Lama Asfáltica, por volta das 15h (de MS), desta desta terça-feira (24).

Em sua decisão, o desembargador alegou que “a decisão que decretou a prisão preventiva dos pacientes está fundamentada em elementos que, ao menos por ora, indicam a necessidade da segregação cautelar, não padecendo de ilegalidade ou mácula que possam modificá-la”.

O habeas corpus foi apresentado na segunda-feira (23), depois os advogados de defesa, Renê Siufi e André Borges, informarem que pretendiam analisar minuciosamente o teor da decisão do juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, que ao longo de 132 páginas acatou argumentos do MPF (Ministério Público Federal) e das apurações da Polícia Federal para determinar a prisão por garantia da ordem pública.

Os advogados consideram as medidas da prisão “absurdas”, e defendem que André e os demais foram alvos de constrangimento ilegal e que as operações financeiras do Instituto Ícone eram todas lícitas. Eles consideram também caráter político das prisões ocorridas às vésperas de convenções partidárias, uma vez que André é pré-candidato ao Governo do Estado pelo MDB.

A Prisão

Além do ex-governador, foram presos na última sexta-feira (20), seu filho, André Puccinelli Junior, e o advogado João Paulo Calves.

A determinação da prisão foi do magistrado da 3ª Vara Federal de Campo Grande, dentro de processo da operação Papiros de Lama –a quinta fase da Operação Lama Asfáltica, que apura o uso de uma empresa de Puccinelli Junior e do advogado para o recebimento de recursos provenientes de propina, destinada a integrantes da gestão estadual anterior.

Eles estariam, foram acusados pelo MPF (Ministério Público Federal), de lavagem de dinheiro e continuidade da prática de atos ílicitos, mesmo após a primeira prisão do trio, em novembro de 2017, Operação Papiros de Lama.

Pré-candidatura

Em anúncio feito ainda tarde da sexta-feira (20), partido anuncia que pré-candidatura de Puccinelli ao governo do estado está mantida. Convenção do MDB está marcada para 4 de agosto.

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