PM grava vídeo e denuncia suposta fraudes de mesários e urnas

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TRE e TSE desmitiram as informações passada pelo militar

07/10/2018 17h00
Por: Redação

Em vídeo que viralizou nos grupos de WhatsApp, o policial militar James Balduino denuncia supostas irregularidades nas urnas eletrônicas em Dourados. Fardado e em frente a uma viatura da corporação, ele afirma não ter conseguido votar para presidente e ainda acusa os mesários de fraude.

Conforme o militar, o problema estaria ocorrendo na votação para presidente. “Estou recebendo várias denúncias de que você consegue votar normalmente para outros candidatos, mas quando chega para presidente, a sua opção para presidente você não consegue confirmar. Aconteceu comigo e está acontecendo com outros eleitores. Outras situações você aperta o número 1 e já aparece a foto do candidato Haddah, então está muito estranha essa situação”, disse o policial.

O PM também cita uma situação que estaria ocorrendo inclusive em outros estados, mas já desmentida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de que ao digitar o número 1 para presidente já aparece a foto do candidato do PT Fernando Haddad. O TSE diz que o vídeo que circula nas redes sociais é “fake”.

Além disso, Balduíno afirma também que os mesários e fiscais estariam fraudando a votação. Ele orienta que as pessoas registrem os problemas em atas, mas estejam atentos quanto as supostas fraudes.

“Verifiquem a ata se realmente está sendo feita, porque alguns mesários estão fazendo rascunho para enganar o eleitor.Você que está fazendo a denúncia assine na ata, verifique se a ata é realmente o documento da justiça eleitoral, fiquem atentos”, diz no vídeo.

Nota de esclareciemento

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) esclareceu que a mensagem circulando em redes sociais e aplicativos de bate-papo sobre a ausência de processamento de todos os votos na urna eletrônica é falsa.

Segundo a nota, No Estado de Mato Grosso do Sul são utilizados diferentes modelos de urnas eletrônicas nas seções eleitorais, dentre eles o modelo 2006, 2008, 2009, 2010, 2013 e 2015.

A mensagem espalhada trataria da escolha para presidente, como se a urna não estivesse processando o voto. A nota do TRE-MS elucida que “a velocidade de processamento e posterior encerramento dos votos, após o eleitor apertar a tecla ‘confirma’, é diferente de acordo com o modelo da urna eletrônica”.

Ainda de acordo com o TRE, o sistema de voto é auditável e que qualquer ocorrência de fraude será detectável. “Mais que combater as notícias falsas, é reforçar a confiabilidade no sistema das urnas e despertar a atenção crítica dos eleitores”.

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