Câmara de Dourados cancela sessão solene que seria realizada hoje

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A sessão foi cancelada devido a prisão de três vereadores do município, nesta tarde (5), pelo Ministério Publico.

05/12/2018 18h39
Por: Redação

Foi cancelada a sessão solene marcada para a noite desta quarta-feira para homenagens na Câmara de Vereadores de Dourados, devido a Operação Cifra Negra, deflegrada pelo Ministério Público e Polícia Civil, que culminou na prisão de três vereadores.

A Presidente da Casa, Daniela Hall (PSD), informou que o cancelamento é devido a “motivos de força maior”. Em momento oportuno, o evento será remarcado para nova data, ainda sem previsão. Os homenageados, escolhidos conforme trabalhos prestados por eles a comunidade douradense, serão informados da situação.

Operação

Batizada de Cifra Negra, a operação desta quarta-feira em Dourados investiga fraude em licitação e pagamento de propinas a servidores públicos. Foram mandados de prisão – cinco em Dourados e cinco em Campo Grande, cujos nomes dos presos não foram informados.

Foram presos nesta tarde os seguintes vereadores: Pedro Alves de Lima (DEM), o Pedro Pepa, Pastor Cirilo Ramão (MDB) e Idenor Machado (PSDB).

Também estão presos Hamilton Salina, ex-funcionário da Casa investigado em operação anterior, e Dirceu Longhi, ex-vereador e que foi primeiro-secretário da Câmara no período em que Idenor presidiu o Legislativo. Os cincos mandados são de prisão preventiva, ou seja, sem prazo determinado.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a ação é desdobramento das operações Telhado de Vidro e Argonautas, que investigam crimes de fraude em licitação e corrupção ativa.

A investigação apontam que as mesmas empresas se apresentavam em concorrências e agiam em conjunto. Algumas delas só existiam no papel. O objetivo era simular uma disputa de propostas. “Sem a devida a concorrência, os valores dos contratos oriundos destes processos se faziam exorbitantes”, diz o MP.

O Ministério Público não especificou quais empresas e valores de licitação, apenas que as fraudes ocorreram durante a gestão de Idenor Machado, que presidiu a Câmara de 2013 a 2016.

Para perpetuar o esquema, os envolvidos pagavam propinas a servidores públicos, “dentre eles os membros da Mesa Diretora da Câmara na época”. Os valores supostamente pagos não foram revelados.

Até às 18h, os cinco presos continuam sendo ouvidos na sede do Ministério Público de Mato Grosso do Sul e depois devem ser levados para o IML (Instituto Médico Legal), para exame de corpo de delito. A expectativa é que sejam levados para a PED (Penitenciária Estadual de Dourados) ainda nesta quarta-feira.

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