O policial foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por homicídio qualificado. Julgamento acontece às 8 horas, no Tribunal do Júri.
11/04/2019 06h41
Por: Redação
Acontece nesta quinta-feira (11), na 1ª Vara do Tribunal do Júri, a partir das 8 horas, o julgamento do policial rodoviário federal Ricardo Hyn Su Moon, acusado de ter matado a tiros o empresário Adriano Correia Nascimento, durante desentendimento no trânsito no dia 31 de dezembro de 2016.
No tribunal, sete jurados decidirão o futuro do réu após as considerações de defesa, feitas pelo advogado Renê Siufi, e de acusação, a cargo da promotora Livia Carla Bariani, segundo o Tribunal de Justiça.
Moon foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por homicídio qualificado diante de motivo fútil, com recurso que dificultou a defesa da vítima, além de duas tentativas de homicídio com as mesmas qualificadoras.
Já advogado de defesa, Renê Siufi, deve usar dados sobre embriaguez ao volante para conseguir a absolvição do réu, sendo em princípio, apresentado uma relação de precedentes da vítima, entre eles, acusações de agressão, processo por furto e embriaguez ao volante, segundo entrevista ao portal do Correio do Estado.
“Não vou desqualificar a vítima, vou contar a verdade. Ele estava dirigindo embriagado. Quantas pessoas já morreram aqui em Campo Grande vítimas de bêbados dirigindo? Vamos mostrar vídeos e dados aqui do Estado que mostram isso. E mais, faço a seguinte suposição, e se ele tivesse deixado o Adriano bêbado do jeito que ele estava, o que iriam dizer dele? ‘Esse policial é relapso, é omisso, não serve para ser polícia’. Mas não era o caso”, disse Renê.
Relembre o caso
Consta dos autos do processo que por volta das 5h40, daquele dia 31 de dezembro Ricardo se deslocava para o trabalho no município de Corumbá, conduzindo o veículo Pajero TR4, enquanto a vítima dirigia a camionete Toyota Hilux, acompanhada das vítimas.
Conforme a denúncia, ao fazer conversão à direita, Adriano do Nascimento não percebeu a proximidade com o veículo do acusado e quase provocou um acidente de trânsito. Após uma suposta briga de trânsito, ele fez pelo menos sete tiros contra a Hilux branca do empresário.
Ele alega que Adriano estava embriagado e que o fez com o intuito de pará-lo. Ali começou uma discussão. Segundo a acusação, Adriano queria ir embora com os outros 2 ocupantes do carro. A defesa diz que Ricardo não queria permitir porque o motorista estava alterado e não tinha condições de dirigir.
Segundo o Ministério Público, a discussão terminou com 11 tiros disparados por Moon com a pistola automática dele. Dois disparos atingiram Adriano, que morreu no local. Um tiro acertou a perna de Vinícius Cauã Ortiz, na época com 17 anos, que estava no banco de trás.
Em seguida, ele acabou sendo indiciado em flagrante ao comparecer na delegacia com um advogado e representante da PRF. Em seu depoimento, Moon disse que agiu em legítima defesa e apesar do indiciamento da Polícia Civil, ele responde o processo em liberdade, cumprindo medidas cautelares.





















