Bloqueios das universidades federais chega a R$ 2,2 bilhões

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Em MS, as Universidades dizem que perderam R$ 78 milhões com corte do Governo Federal

04/05/2019 09h44
Por: Redação

As universidades federais do país tiveram R$ 2,2 bilhões bloqueados para uso, o que corresponde a 25,3% do que elas tinham de recursos para investimento e custeio de suas instalações e cursos no ano — fora o salário de servidores. Em Mato Grosso do Sul somam R$ 78 milhões, entre os três centros federais: Univerisdade federal de MS (UFMS), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e o Insituto Federal de MS (IFMS).

O anúncio foi feito pelo ministro da Educação na última terça-feira (30) e atinge todas as universidades e institutos federais do País, no entanto, apenas agora os reitores calculam os impactos da medida.

Como estão desde 2015 sem correção dos orçamentos pela inflação, as instituições temem não conseguir manter todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão.

A UFMS informou que o MEC bloqueou cerca de 30% dos recursos orçamentários, o que totaliza R$ 29,7 milhões. A instituição oferece hoje 116 cursos de graduação e 61 de pós-graduação (entre mestrado e doutorado) e está presente em 21 cidades do estado. São aproximadamente 2.800 professores e técnicos-administrativos e mais de 23 mil estudantes.

De acordo com o reitor Marcelo Turine, todas as atividades desenvolvidas na UFMS serão atingidas pelo corte no orçamento. “Vamos ter de nos unir mais, repensar todos os editais de apoio e criar estratégias criativas e inovadoras para manutenção do funcionamento da nossa UFMS”.

A Universidade Federal da Grande Dourados informou que também foi afetada pelos cortes. A instituição diz que foram bloqueados R$ 12, 4 milhões no orçamento da universidade e que já havia sofrido um corte de R$ 19 milhões no início do mês. Com o bloqueio de 30% dos recursos, além das bolsas de pesquisa e outros setores da UFGD podem sofrer perdas, como a contratação de serviços e as obras.

A instituição foi classificada pelo MEC, como a melhor universidade do estado por 9 anos consecutivos em 2016, e como a terceira melhor da região Centro-Oeste, atrás apenas da UnB (Universidade de Brasília) e UFG (Universidade Federal de Goiás).

A medida do Ministério da Educação também afeta o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFMS), fundado em 2008, que teve o bloqueio de quase R$ 16,9 milhões.

O Instituto tinha previsto de orçamento para este ano R$ 199.756.655. Com anúncio de cortes feitos nas verbas discricionário a instituição vai ficar com R$ 16.948.528,00 a menos. O valor representa em torno de 42% dos R$ 40.356.527 previstos para ser aplicado e investimento e custeio.

As despesas discricionárias são relativas a obras e aquisição de equipamentos permanentes e, também, às outras despesas correntes do órgão, tais como contratação de serviços terceirizados, aquisição de materiais de consumo, pagamento de energia, água e telefone, capacitação de servidores, bem como o pagamento de bolsas e auxílios aos estudantes.

Weintraub ordenou corte de recursos de universidades
Rafael Carvalho/ Agência Brasil