Trânsito mata mais que crimes violentos em Mato Grosso do Sul

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Segundo levantamento, número de acidentes fatais foi maior que óbitos decorrentes de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte

05/05/2019 06h59
Por: Redação

De acordo com um levantamento feito pela Seguradora Líder, Mato Grosso do Sul aparece entre nove estados que em 2018 deixou mais mortes no trânsito do que crimes crimes hediondos como homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.

O estudo compara o total de indenizações pagas por morte pelo seguro obrigatório e os dados das Secretarias Estaduais de Segurança Pública.

Mato Grosso do sul teve 20,1% a mais de acidentes em relação aos crimes violentos. Foram 601 sinistros pagos por acidentes fatais. Já os númros de mortes em decorrência de crimes violentos foi de 480 casos.

Os estados de São Paulo e Minas Gerais lideram o ranking. Mato Grosso do Sul aparece em sétimo lugar, dos nove estados apresentados na pesquisa da seguradora.

Segundo a Líder se somados todos os sinistros dos nove estados, chega a mais de 17 mil pagamentos do Seguro DPVAT destinado à cobertura por morte, representando 46% do total de sinistros pagos por acidentes fatais em todo o país no ano passado. Já os crimes violentos somaram 12.559 óbitos no mesmo período.

Mas os números têm diminuído. Houve uma queda de 8% no ano passado em relação a 2017, nos nove estados, quando foram pagas mais de 19 mil indenizações do Seguro Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) à cobertura por morte.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, em 2018, foram registrados 69.114 acidentes nas rodovias federais de todo o país. Deste total, 5.259 foram fatais. Em 2017, foram 89.547 ocorrências, com 6.245 mortes.

“Apesar da redução dos acidentes e das mortes, os números ainda revelam um cenário preocupante da violência no trânsito brasileiro. Com isso, torna-se fundamental o constante investimento em prevenção, educação e medidas cada vez mais rigorosas de fiscalização”, afirma Arthur Froes, superintendente de Operações da Seguradora Líder.

Álcool e direção

O especialista em educação no trânsito, Eduardo Biavati comenta que a maioria dos casos de acidentes fatais envolve o excesso de velocidade ligado ao consumo de álcool. “Quanto maior a velocidade maior vai ser a gravidade de uma colisão ou atropelamento. E quase sempre as mortes que envolvem velocidade excessiva estão relacionadas ao consumo de álcool”, explica.

Para ele, as campanhas de conscientização são importantes, mas aliadas a medidas que fiscalizem e punam condutores infratores. “A questão é que em nenhum do lugar do mundo as pessoas aprenderam a controlar velocidade por uma campanha de conscientização. Elas têm que fazer parte de uma estratégia. As coisas são coordenadas. A educação para o trânsito está a serviço da fiscalização”, disse.

Mas, mesmo com um cenário preocupante, o número de óbitos no trânsito vem diminuindo no Brasil. De acordo com Biavati, os números que antes chegavam a quase 43 mil mortes por acidentes fatais no trânsito, caíram entre 5 e 6 mil.

Trânsito mata mais que crimes violentos em Mato Grosso do Sul

Fonte: Seguradora Líder/Divulgação