
Ministro afirma a interlocutores que seguirá na Corte e nega pressão do presidente Lula para se afastar
Mesmo citado em investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master e diante da tensão política em Brasília, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirma que não pretende deixar o cargo. A interlocutores, o magistrado tem reiterado que continuará na Corte e descartado qualquer articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele se licencie do tribunal.
Segundo relatos de pessoas próximas, Toffoli responde de forma direta quando questionado sobre uma eventual saída do STF: “Claro que não”. Sobre possível atuação do presidente da República para convencê-lo a se afastar, o ministro afirma: “Acho que não”.
O nome de Toffoli passou a ganhar destaque após ser citado pela Polícia Federal em supostas conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso no início do mês no âmbito das investigações sobre fraudes financeiras e outros possíveis crimes ligados à instituição.
O caso aumentou a pressão política nos bastidores de Brasília, especialmente após a troca da defesa de Vorcaro. O novo advogado do empresário, José Luis Oliveira Lima — conhecido no meio jurídico como “Juca” e por atuar em negociações de delações premiadas — já se reuniu com o ministro André Mendonça, relator dos processos no STF, para discutir possíveis desdobramentos da investigação.
Mudanças no processo
Em fevereiro, Dias Toffoli foi afastado da relatoria dos processos ligados ao Banco Master. No mês seguinte, declarou-se suspeito para analisar qualquer ação relacionada ao caso, medida que transferiu a condução dos processos para outros ministros da Corte.
As investigações envolvendo o banco e seu controlador ampliaram a tensão entre setores políticos e jurídicos, com discussões sobre eventuais responsabilidades e impactos institucionais. O avanço das apurações e a possibilidade de delação premiada de Vorcaro têm sido apontados como fatores que mantêm o ambiente político em alerta na capital federal.
Bastidores políticos
Reportagens recentes indicaram movimentações políticas relacionadas ao futuro do ministro no STF, mas interlocutores de Toffoli afirmam que ele não vê fundamento nas especulações e mantém a intenção de seguir normalmente em suas funções.
Enquanto isso, o inquérito sobre o Banco Master continua em andamento e pode ter novas fases, com autoridades buscando aprofundar a apuração sobre relações financeiras e possíveis irregularidades envolvendo o grupo investigado.



















