Levantamento mostra avanço do senador e cenário mais equilibrado
A disputa presidencial de 2026 começa a mostrar sinais de maior equilíbrio: levantamento divulgado neste sábado (11) indica redução da vantagem do atual presidente e avanço de adversários em diferentes cenários. Pesquisa do Datafolha aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece tecnicamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de segundo turno. O parlamentar tem 46% das intenções de voto, contra 45% do petista — diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
No levantamento anterior, realizado em março, o cenário era mais favorável ao presidente, que marcava 46% contra 43% do senador. Em dezembro, a vantagem era ainda maior.
Cenários de segundo turno
O estudo também testou confrontos com outros possíveis candidatos. Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Lula registra 45% das intenções de voto, enquanto o adversário aparece com 42%.
Já em um eventual segundo turno contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o presidente também soma 45%, diante de 42% do candidato.
Apesar da vantagem numérica, os resultados também configuram empate técnico dentro da margem de erro.
Primeiro turno e polarização
Na simulação de primeiro turno, o levantamento reforça a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Na pesquisa estimulada — quando os nomes são apresentados aos eleitores — Lula aparece com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%. Já nas menções espontâneas, o presidente tem 26%, enquanto o senador subiu para 16%.
Os dados indicam estabilidade nos índices de Lula e crescimento gradual de Flávio Bolsonaro em relação às pesquisas anteriores.
Metodologia e rejeição
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades entre os dias 7 e 9 de abril. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03770/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O instituto também mediu a rejeição dos candidatos: 48% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Lula, enquanto 46% disseram rejeitar Flávio Bolsonaro. Outros nomes testados apresentam índices menores de rejeição.
O cenário aponta uma disputa mais equilibrada, com tendência de redução da vantagem do atual presidente e maior competitividade entre os principais pré-candidatos.




















