Colheita de soja avança em MS, mas fica abaixo do registrado no ano passado

27
Ritmo desigual marca colheita da soja em MS, que chega a 91,6% (Foto: Edemir Rodrigues)

Estado deve produzir 17,7 milhões de toneladas, com aumento na produtividade

Com máquinas ainda em campo e ritmo desigual entre regiões, a colheita da soja em Mato Grosso do Sul avança, mas segue atrás do calendário em comparação ao ano passado.

Levantamento divulgado pela Aprosoja e pelo Sistema Famasul aponta que 91,6% da área cultivada com soja na safra 2025/2026 já foi colhida até o dia 3 de abril. Apesar do avanço, o índice está 4,8 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior, indicando atraso no ciclo atual.

Os dados mostram que o desempenho varia conforme a região. O sul lidera o avanço, com 98,4% da área já colhida. No centro, o índice chega a 85,5%, enquanto o norte apresenta o ritmo mais lento, com 74,1%. A diferença entre os percentuais evidencia uma colheita menos uniforme em todo o Estado.

Além do ritmo, a qualidade das lavouras também apresenta variação. No geral, 56,8% das áreas estão em boas condições, 27,6% são consideradas regulares e 15,6% ruins. No sul, o cenário preocupa mais: apenas 41,2% das lavouras têm avaliação positiva, enquanto 44,2% estão em condição regular.

Por outro lado, o nordeste concentra os melhores índices, com 69,4% das áreas classificadas como boas. Já o oeste registra o maior percentual de lavouras em situação ruim, com 23,8%, o que ajuda a explicar as diferenças no desempenho agrícola entre as regiões.

Apesar do atraso na colheita, a produtividade média apresenta crescimento. A safra atual registra média de 61,73 sacas por hectare, alta de 19,2% em relação ao ciclo anterior. A produção estimada é de 17,75 milhões de toneladas, avanço de 26,3%, mantendo a área cultivada em 4,794 milhões de hectares.

Entre os municípios, Alcinópolis lidera a produtividade, com média de 85,06 sacas por hectare. Na sequência aparecem Costa Rica, com 78,73, e Chapadão do Sul, com 76,75 sacas por hectare, evidenciando diferenças significativas entre polos produtores.

O levantamento foi realizado a partir de 713 visitas técnicas em propriedades rurais, cobrindo cerca de 937 mil hectares — o equivalente a 19,5% da área cultivada no Estado.