Dourados e Itaporã vão começar a aplicar vacina para combater avanço da chikungunya

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Vacina contra chikungunya (Foto: Divulgação)

Com 12 mortes já confirmadas, duas em investigação, e 5.352 casos prováveis, sendo 2.639 confirmados, Mato Grosso do Sul ganhou um importante reforço no combate à chikungunya. Na quinta-feira (16), foram entregues pelo Ministério da Saúde uma remessa de 20 mil doses da vacina (IXCHIQ) contra a doença. No primeiro momento, as cidades de Dourados e Itaporã terão a prioridade no fornecimento, já que registram a situação mais grave.

Segundo a Secretaria do Estado de Saúde (SES), a distribuição será feita de maneira proporcional à população de cada município, considerando que Itaporã possui um contingente menor de habitantes. A Coordenadoria de Imunização da SES fará o encaminhamento, enquanto a operacionalização ficará sob responsabilidade das secretarias municipais de saúde.

A vacina contra a chikungunya possui esquema de dose única e é indicada para pessoas com idade entre 18 e 59 anos. Por se tratar de um imunizante de vírus vivo atenuado, há restrições: não deve ser aplicada em gestantes, puérperas, pessoas imunocomprometidas ou com doenças crônicas descompensadas, além de indivíduos com histórico de reação alérgica grave a componentes da fórmula.

Segundo explicou a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, a definição do público-alvo e a condução da estratégia seguem as orientações do Ministério da Saúde. “Dourados e Itaporã iniciam juntos essa estratégia, com divisão proporcional das doses, e a execução da vacinação será feita pelos próprios municípios”, disse.

Conforme o boletim epidemiológico da última semana, o estado soma 12 óbitos, sendo oito apenas em Dourados. Com o crescimento dos registros, apenas cinco municípios ainda não possuem sequer uma notificação do vírus; são eles: Alcinópolis, Aparecida do Taboado, Aral Moreira, Japorã e Tacuru. Outras 16 cidades estão no vermelho, com alta incidência.

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Na lista de cidades com mais casos confirmados, Dourados lidera com 1.160; seguido por Fátima do Sul, com 532; Jardim, 263; Sete Quedas, 101; Bonito, 82; Corumbá, 64; e Aquidauana, 50. Dos 79 municípios, 18 ainda não tiveram nenhum caso confirmado da doença até o dia 11 de abril, quando os dados deste boletim foram computados pela SES.

A chikungunya é causada por vírus (CHIKV), do gênero Alphavirus, possuindo quatro genótipos, sendo que dois são encontrados no Brasil. A principal forma de transmissão é pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti. Outras formas menos comuns de transmissão são por meio de transfusão de sangue ou da gestante para o bebê. Não há transmissão por contato direto com um doente.

Os sintomas são febre alta, dor intensa nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, inchaço nas articulações, calafrios, vômitos e diarreia. Não existe tratamento específico, o manejo das pessoas doentes é realizado de forma a reduzir sintomas, que podem levar ao óbito.