Banco Central reduz Selic para 14,5% ao ano em novo corte de juros

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(Foto: Marcelo Casal JR- AB)

Decisão do Copom marca segunda redução consecutiva da taxa básica em 2026

O Banco Central voltou a reduzir os juros básicos da economia brasileira nesta quarta-feira (29). Em decisão anunciada após reunião do Copom, a taxa Selic caiu de 14,75% para 14,5% ao ano, consolidando o segundo corte consecutivo em 2026.

A decisão ocorre em meio ao cenário de desaceleração da inflação e após meses de juros em patamares elevados. A nova taxa passa a valer imediatamente e deve permanecer em vigor pelos próximos 45 dias, até a próxima reunião do colegiado do Banco Central do Brasil.

No encontro anterior, realizado em março, o Copom já havia iniciado o movimento de redução ao cortar a Selic de 15% para 14,75% ao ano, interrompendo o ciclo de altas iniciado em 2024.

A Selic é considerada o principal instrumento de controle da inflação no país. Quando os juros sobem, empréstimos, financiamentos e compras a prazo ficam mais caros, o que reduz o consumo e ajuda a conter a alta de preços. Já a queda da taxa tende a estimular a economia ao facilitar o acesso ao crédito.

Com o novo corte, a taxa básica retorna ao menor patamar desde o início do ciclo de elevação promovido pelo Banco Central no ano passado.

A trajetória recente dos juros foi marcada por oscilações. Entre agosto de 2022 e junho de 2023, a Selic permaneceu em 13,75% ao ano. Depois disso, o Banco Central iniciou uma sequência de reduções que levou a taxa para 10,5% em maio de 2024.

O cenário mudou em setembro daquele ano, quando o avanço da inflação levou o Copom a retomar as altas. Entre o fim de 2024 e fevereiro deste ano, foram registrados sete aumentos consecutivos, elevando a Selic para 15% ao ano — maior nível desde 2006.

Agora, com dois cortes seguidos em 2026, o mercado financeiro acompanha os próximos passos da política monetária e os sinais do Banco Central sobre o ritmo das futuras reduções dos juros.