Moro vai a Pedro Juan discutir trabalho integrado contra o tráfico de drogas

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O presidente do Paraguai Mario Abdo Benitez, o ministro Arnaldo Giuzzio, o ministro Sergio Moro do Brasil e a ministra Patricia Bullrich da Argentina estarão reunidos nesta segunda-feira.

02/06/2019 18h52
Por: Redação

O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, irá reunir-se nesta segunda-feira, em Pedro Juan Caballero, com o presidente do Paraguai, Mario Abdo Ramirez, o ministro Arnaldo Giuzzio e com a ministra de Segurança da Argentina, Patrícia Bullrich. Os quatro vão discutir acordo de cooperação entre os três países no combate ao narcotráfico. A chegada de Moro está prevista para às 12 horas em Ponta Porã e depois segue carro ao Paraguai.

As autoridades dos três países assinarão acordos de cooperação de combate ao crime organizado que trava uma verdadeira guerra na fronteira com o Mato Grosso do Sul e em Capitan Bado e em Pedro Juan Caballero pelo controle do tráfico de armas e drogas e já começam a migrar para a Argentina, na medida que as autoridades brasileiras e paraguaias apertam o cerco contra as facções estas criminosas.

Ao lado do presidente Mário Abdo, Moro e as outras autoridades deverão sobrevoar as áreas de cultivos de maconha na zona rural de Capitan Bado e outras regiões do estado de Amambay, cuja capital é Pedro Juan Caballero.

O Paraguai é considerado o maior produtor de maconha da América do Sul, sendo Pedro Juan um dos principais pontos de plantação. Regularmente o caminho escolhido pelos traficantes são as estradas e rios do lado brasileiro, passando por Mato Grosso do Sul.

No período da tarde, na sede da Secretaria Nacional Antidrogas de Pedro Juan Caballero, eles devem assinar um acordo de cooperação e lançar uma nova operação como a Aliança que vem sendo realizada há mais de 10 anos entre o Brasil e o Paraguai e que já resultou na destruição e apreensão de milhares de toneladas de maconha e na prisão de centenas de traficantes dos dois lados da fronteira.

A reunião será na cidade paraguaia, Pedro Juan Caballero. Paulo Ribas/Correio do Estado