
O episódio que levou o jornalista esportivo Alex Escobar, de 51 anos, a passar mal durante uma transmissão ao vivo da Copa do Mundo FIFA 2026, em meio às altas temperaturas nos Estados Unidos, chamou a atenção para os perigos que o calor extremo representa ao organismo — e acendeu um alerta entre especialistas sobre os cuidados necessários para evitar complicações graves.
Durante uma participação no programa Encontro com Patrícia Poeta, na manhã desta segunda-feira, Alex Escobar apresentou mal-estar repentino, causado por um pico de pressão associado ao calor intenso do local. Ele foi encaminhado a uma unidade hospitalar, onde realizou exames e permanece em observação durante a noite, por medida de precaução. Não viajará para Miami, onde a Seleção Brasileira enfrenta a Escócia nesta quarta-feira.
Pouco depois, o apresentador Fred Bruno tranquilizou o público: “Ele teve um pico de pressão, mas o quadro já está estabilizado e sob controle”. Em seguida, o próprio Alex Escobar usou suas redes sociais para se pronunciar:
“Estou bem, sem sintomas de nada. Sei que aparecer falando com aquela boca mole assusta, mas estou bem. O vídeo impressiona, mas me sinto pronto para tudo novamente. Agradeço muito o carinho de todos.”
Como o calor afeta o corpo
Para explicar o que ocorre e quais riscos existem, o cardiologista Dr. Carlos Eduardo Zanoni, professor da Faculdade de Medicina da Uniderp, destaca que, em temperaturas elevadas, o organismo precisa trabalhar mais para manter sua temperatura estável.
“O calor faz com que os vasos sanguíneos se dilatem e percamos muita água e sais minerais pelo suor. Isso pode causar queda de pressão, tontura, dor de cabeça, fraqueza e até desmaios. Nos casos mais graves, evolui para exaustão pelo calor ou insolação — condições que exigem atendimento imediato”, alerta.
O especialista ressalta que o risco aumenta quando a exposição ao sol é prolongada, associada a esforço físico ou jornadas longas de trabalho. Idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças cardíacas ou diabetes e trabalhadores ao ar livre são os grupos mais vulneráveis.
Sinais de alerta que não podem ser ignorados
- Tontura ou sensação de desmaio
- Dor de cabeça forte
- Náuseas e vômitos
- Fraqueza excessiva
- Coração acelerado
- Confusão mental
- Pele muito quente e avermelhada
- Falta de suor mesmo sob calor intenso
Quando a temperatura corporal ultrapassa os 40°C, há risco de danos aos órgãos — e a situação deve ser tratada como emergência médica.
Medidas simples para se proteger
Para evitar problemas, as orientações são:
✅ Beber água com frequência, mesmo sem sentir sede
✅ Usar roupas leves, de tecidos naturais e cores claras
✅ Evitar exposição direta ao sol entre 10h e 16h
✅ Buscar locais arejados ou com ventilação sempre que possível
✅ Reduzir esforços físicos nos horários mais quentes
“Qualquer pessoa pode ter sintomas, não só atletas ou trabalhadores. Em eventos ao ar livre, viagens ou jornadas longas, ficar atento aos primeiros sinais faz toda a diferença”, completa o médico.
Se houver confusão mental, perda de consciência ou dificuldade para respirar, o recomendado é acionar imediatamente o serviço de emergência, levar a pessoa para sombra e oferecer líquidos somente se ela estiver consciente.




















