
Categoria aceitou proposta da prefeitura que prevê pagamento em setembro, dezembro e janeiro; acordo inclui efetivos, temporários e convocados
Professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande decidiram aceitar a proposta da prefeitura para o pagamento do reajuste salarial de 5,4%, encerrando uma negociação que se arrastava desde junho. Em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (13), a categoria aprovou o parcelamento do índice em três etapas, após semanas de mobilizações e reuniões entre representantes dos trabalhadores e do Executivo.
A assembleia reuniu cerca de 250 professores na sede da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems). Pelo acordo aprovado, o reajuste será pago em 2% na folha de setembro, 1,4% em dezembro e 2% em janeiro de 2027, tendo como referência a folha salarial de agosto.
Além do cronograma de pagamento, a proposta encaminhada pela Prefeitura de Campo Grande prevê a publicação da tabela salarial atualizada e a criação de um calendário oficial de reuniões mensais da comissão responsável por acompanhar as políticas públicas e a aplicação dos recursos destinados à educação municipal. Os encontros devem começar em agosto.
O reajuste contemplará professores efetivos, temporários, convocados e também aqueles que exercem aulas complementares. A inclusão de todos os grupos foi um dos pontos considerados essenciais pela categoria durante a votação.
Outro tema discutido na assembleia foi a aplicação dos 3% previstos na Lei Municipal nº 7.523/2025, que determinava a incorporação desse percentual aos salários em setembro deste ano. Os professores concordaram em adiar essa discussão para 2027.
Pelo entendimento firmado, uma comissão composta por representantes da Prefeitura, da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) e da Câmara Municipal deverá negociar a implantação desse índice entre janeiro e maio do próximo ano. Apesar do adiamento, a categoria reafirmou a defesa do cumprimento da legislação que estabelece o piso salarial para a jornada de 20 horas semanais.
Segundo o presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, o resultado da negociação ficou abaixo da reivindicação inicial, que previa o pagamento integral do reajuste ainda em 2026. Ele destacou, porém, que o acordo garantiu avanços considerados importantes pela categoria, principalmente a inclusão dos professores temporários, convocados e com aulas complementares no reajuste.
Negociação durou mais de um mês
As tratativas começaram após a paralisação promovida pelos professores em 12 de junho, quando a categoria realizou uma manifestação pelas ruas da região central de Campo Grande para cobrar o cumprimento da política salarial prevista para o magistério municipal.
Desde então, representantes da ACP, da Prefeitura e da Comissão Permanente de Educação da Câmara Municipal participaram de seis reuniões, que terminaram inicialmente sem consenso sobre a forma de pagamento do reajuste.
No dia 7 de julho, o Executivo apresentou uma proposta que previa o pagamento de 1,7% em setembro, 1,7% em dezembro e 2% em janeiro de 2027. O cronograma foi rejeitado pela categoria, que defendia a quitação integral do índice ainda neste ano.
Após uma nova reunião realizada em 10 de julho, com participação da prefeita Adriane Lopes, representantes do sindicato e vereadores, a administração municipal reformulou os percentuais das parcelas, mantendo, no entanto, a última etapa do reajuste para janeiro de 2027. A nova proposta acabou sendo aprovada pelos professores na assembleia desta segunda-feira, encerrando a negociação salarial.




















