A Polícia Federal instaurou novo inquérito para apurar a origem e a veracidade da informação que levou à apreensão de 260 toneladas de madeira na Operação Timber Shield, deflagrada em junho.
A decisão foi tomada depois que laudos oficiais descartaram completamente a presença de cocaína na carga. A apuração passa a focar na comunicação falsa de crime e na motivação da denúncia. Quem forneceu a informação inicial e por quais canais ela circulou?
Se houve erro, manipulação ou interesse oculto na divulgação da suspeita antes da confirmação pericial e se houve dolo ou negligência na condução das informações preliminares.
O governo da Bolívia anunciou que irá solicitar ressarcimento pelos danos econômicos causados pela apreensão indevida. Empresas de transporte e proprietários da carga acumulam prejuízos com armazenagem e atrasos.
O que aconteceu até aqui
- Em 21 de junho, oito caminhões com madeira de aroeira vindos da Bolívia foram interceptados: quatro em Corumbá (MS) e quatro em Cáceres (MT);
- A operação contou com Receita Federal, Exército, autoridades bolivianas e apoio dos EUA, motivada por denúncia de que a droga estaria impregnada na madeira — estimativa inicial falava em até 50 toneladas de entorpecentes;
- No entanto, cães farejadores e análises preliminares já não indicavam substâncias ilícitas; laudos realizados na Bolívia também foram negativos;
- Na última quarta‑feira (22), o laudo definitivo da PF confirmou: não há vestígios de cocaína nem de outras substâncias de interesse criminal na carga;
- A madeira é de alta densidade e baixa absorção, o que já levantava dúvidas sobre a viabilidade do método de transporte alegado.





















