
Região norte lidera os trabalhos, com 92% da área colhida; estado ainda está atrás do ritmo registrado na safra passada
A colheita do milho safrinha ganhou velocidade em Mato Grosso do Sul nas últimas duas semanas, mas ainda não alcançou o ritmo registrado no mesmo período da temporada passada. Até sexta-feira (21), os produtores haviam retirado 75,1% da área cultivada, o equivalente a cerca de 1,66 milhão de hectares, segundo levantamento da Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul).
Em 7 de agosto, a colheita estava em 49%. O avanço foi de 26,1 pontos percentuais em apenas duas semanas, com aproximadamente 580 mil hectares colhidos no período.
Apesar da aceleração, o estado ainda está 5,4 pontos percentuais atrás do ritmo observado na safra 2024/2025 para esta mesma época. No levantamento anterior, a diferença em relação ao ciclo passado era de 6,4 pontos percentuais.
Região norte lidera colheita
A região norte de Mato Grosso do Sul concentra o maior avanço dos trabalhos, com 92% da área já colhida.
Na sequência aparecem a região centro, com 77,5%, e a região sul, com 71,6%.
O levantamento anterior, divulgado em 7 de agosto, apontava 60,1% de colheita no norte, 48,3% no centro e 47,4% no sul.
Com isso, os maiores avanços no período foram registrados no norte, que cresceu 31,9 pontos percentuais. No centro, o aumento foi de 29,2 pontos, enquanto no sul chegou a 24,2 pontos.
Produção estimada em 11,1 milhões de toneladas
A estimativa da Aprosoja-MS para a segunda safra permanece em 2,206 milhões de hectares cultivados.
A associação projeta produtividade média de 84,2 sacas por hectare e produção total de 11,139 milhões de toneladas.
Os levantamentos preliminares realizados em propriedades acompanhadas pela entidade encontraram produtividades bastante diferentes entre as áreas, variando de 40 a 192 sacas por hectare.
A produtividade média estadual deverá passar por uma nova atualização no início de setembro, quando a amostragem de campo deverá atingir 10% da área plantada.
Maioria das lavouras está em boas condições
As condições das plantações tiveram pouca alteração no último levantamento. Segundo a Aprosoja-MS, 69% da área está classificada como boa, 19,7% como regular e 11,3% como ruim.
Em números absolutos, são aproximadamente 1,522 milhão de hectares em boas condições, 435 mil hectares em situação regular e 248,9 mil hectares considerados ruins.
A região nordeste apresenta o melhor cenário, com 96,7% das lavouras avaliadas como boas.
Já a região centro concentra o maior percentual de áreas classificadas como ruins, com 23,8%.
Colheita também avança no país
No cenário nacional, a colheita da segunda safra de milho chegou a 90,4% da área cultivada, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Na semana anterior, o índice era de 84,7%, o que representa avanço de 5,7 pontos percentuais.
Mesmo com a evolução, o ritmo nacional permanece abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando 94,8% da área já havia sido colhida. A média dos últimos cinco anos para o período é de 91,1%.
Como está a colheita nos principais estados
Mato Grosso já concluiu a colheita. Segundo a Conab, até mesmo em áreas de solos arenosos foram observadas produtividades superiores às estimativas iniciais.
No Paraná, a redução das chuvas ajudou a diminuir a umidade dos grãos e acelerou os trabalhos. O estado passou de 60% para 73% da área colhida em uma semana.
Em Mato Grosso do Sul, o levantamento da Conab aponta avanço de 64% para 80%. Segundo a companhia, porém, os trabalhos chegaram a ser interrompidos na região oeste por falta de espaço para armazenagem, enquanto as demais áreas continuaram avançando.
Goiás alcançou 95% de colheita, mas apresenta produtividade considerada irregular e, em algumas áreas, abaixo das projeções iniciais. A Conab relaciona o desempenho à distribuição irregular das chuvas em fases importantes do desenvolvimento do milho.
Minas Gerais chegou a 73%, enquanto São Paulo está em 77%.
Tocantins, Maranhão, Piauí e Mato Grosso já finalizaram a colheita. Nos três estados da região do Matopiba, a Conab aponta produtividade inferior à da safra anterior, principalmente nas áreas plantadas fora da janela ideal, devido à redução das chuvas a partir de meados de abril.
Para Mato Grosso do Sul, a expectativa agora é de continuidade dos trabalhos nas próximas semanas, com nova avaliação da produtividade prevista para o início de setembro.


















