O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, está em Campo Grande nesta quinta-feira (17) para uma agenda que reúne pautas relacionadas à moradia popular e aos direitos dos trabalhadores que atuam por aplicativos.
A vinda do ministro à Capital foi articulada pelo vereador Landmark Rios. Às 14h30, Boulos participa de um encontro na Câmara Municipal, no Plenário Edroim Reverdito, com motoboys, entregadores de comida e motoristas de aplicativo. Entre os assuntos previstos estão o programa Parada Certa, que busca oferecer estrutura de apoio aos trabalhadores durante a jornada, e o Move Brasil, voltado às demandas da categoria.
O projeto Parada Certa é uma reivindicação antiga dos trabalhadores em Campo Grande. A proposta prevê estrutura com banheiros, espaço climatizado, copa e área de convivência, além de local para estacionamento. A implantação na Capital ainda depende da definição de um espaço adequado.
Outro compromisso do ministro será na Comunidade Cidade dos Anjos, no Parque do Lageado. Boulos fará uma caminhada pelo local, onde vivem cerca de 300 famílias e onde a pauta da moradia popular vem sendo discutida com o Governo Federal.
A comunidade enfrenta condições precárias e também sofreu impactos das recentes chuvas e ventanias, que provocaram danos em barracos. A situação reforça a necessidade de avançar nas soluções habitacionais para as famílias.
Em fevereiro, durante outra visita a Campo Grande, Boulos esteve na Cidade dos Anjos e afirmou que áreas da União poderiam ser utilizadas para viabilizar um projeto habitacional. Desde então, as tratativas avançaram e foram anunciadas 208 unidades habitacionais destinadas a famílias ligadas à comunidade, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida.
Ainda nesta quinta-feira, Boulos participa do lançamento do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) em Mato Grosso do Sul, em atividade no Centro Comunitário do Coophatrabalho.
A passagem do ministro pela Capital coloca no centro do debate duas demandas presentes na cidade: a busca por moradia digna para famílias que vivem em áreas vulneráveis e a necessidade de melhores condições de trabalho para quem atua nas ruas fazendo entregas e transportando passageiros por aplicativos.











