Pix supera 8 bilhões de transações em um mês e bate recorde no Brasil

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Pix bate recorde de transações em agosto (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

Sistema registrou 8,11 bilhões de operações em agosto, maior número desde sua criação, em 2020

O Pix ultrapassou pela primeira vez a marca de 8 bilhões de transações em um único mês. Em agosto, foram 8,11 bilhões de operações, segundo dados do Banco Central, consolidando o sistema de pagamentos instantâneos como uma das principais formas de movimentação de dinheiro no país.

Apesar do recorde na quantidade de operações, agosto não teve o maior volume financeiro movimentado pelo Pix. As transações somaram R$ 3,73 trilhões no mês, abaixo dos R$ 3,80 trilhões registrados em julho e dos R$ 3,77 trilhões de dezembro de 2025.

Os dados fazem parte das estatísticas oficiais do Banco Central, que acompanham mensalmente a quantidade e o valor das transações realizadas pelo sistema desde o início de sua operação, em novembro de 2020.

Novo recorde em um único dia

O crescimento do Pix também aparece nos números diários. Em setembro, o sistema registrou um novo recorde de transações realizadas em apenas 24 horas.

Foram 318.073.816 operações em um único dia, que movimentaram R$ 186,89 bilhões. O valor médio de cada transferência foi de aproximadamente R$ 587,58.

O recorde anterior havia sido registrado em 5 de dezembro de 2025, quando 313.339.828 transações foram liquidadas em um dia.

Pix ganha novas funções

O Banco Central vem promovendo mudanças no sistema para ampliar as possibilidades de utilização do Pix e aumentar a segurança das operações.

Uma das novidades previstas é a possibilidade de utilização de contas-salário no Pix Automático. A mudança deverá entrar em vigor em julho de 2027 e permitirá que trabalhadores utilizem esse tipo de conta para pagamentos recorrentes, como contas de serviços públicos, mensalidades escolares, planos de saúde e assinaturas.

Outra frente em discussão é a chamada cobrança híbrida, que reúne boleto bancário e QR Code do Pix em um mesmo documento. A proposta permite que o consumidor escolha entre o pagamento pelo código de barras ou pelo Pix.

O Banco Central também trabalha no aperfeiçoamento do mecanismo de contestação do Pix, conhecido como botão de contestação. A intenção é permitir que as instituições financeiras obtenham mais informações no momento da solicitação e consigam diferenciar situações de fraude de casos que não se enquadram no mecanismo de devolução.

Pix também avança no exterior

O sistema brasileiro também passou a ser considerado em discussões sobre pagamentos internacionais.

Em setembro, o Banco Central iniciou, em conjunto com o Banco Central Europeu, um estudo sobre a possibilidade de interligar o Pix ao TIPS, sistema de liquidação de pagamentos instantâneos utilizado pelo Eurosistema.

A iniciativa ainda está em fase de estudo de viabilidade e não significa que exista, neste momento, uma conexão operacional entre os dois sistemas.

Segurança

Com o crescimento do número de operações, o Banco Central também tem ampliado as regras de segurança do Pix. Em setembro, a instituição publicou atualização do manual de fluxos do processo de efetivação do sistema.

O Banco Central mantém uma página específica com estatísticas sobre transações, usuários, chaves Pix e mecanismos relacionados a fraudes e devoluções. Os dados são atualizados mensalmente.

Criado em novembro de 2020, o Pix passou a fazer parte da rotina de pagamentos de pessoas e empresas no país e continua registrando crescimento no número de operações. A marca de 8,11 bilhões de transações em agosto representa um novo recorde mensal desde o início do sistema.