Pesquisa Ipespe/Abrapel mostra que os dois candidatos são igualmente rejeitados; percentual de eleitores que não votariam no presidente caiu em relação à rodada anterior
A oito dias da votação que definirá o próximo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) enfrentam o mesmo índice de rejeição: 47% dos eleitores afirmam que não votariam em nenhum dos dois de jeito nenhum. Os dados são da pesquisa Ipespe/Abrapel, divulgada neste sábado (17), que também aponta redução da vantagem do senador sobre o atual presidente na disputa pelo segundo turno.
Na comparação com o levantamento divulgado em 10 de outubro, a rejeição a Flávio Bolsonaro subiu de 46% para 47%. Já a de Lula caiu de 49% para 47%, igualando os índices dos dois candidatos.
O levantamento também avaliou o potencial de voto dos presidenciáveis. Entre os entrevistados, 47% disseram que com certeza votariam em Flávio, mesmo percentual registrado na pesquisa anterior. No caso de Lula, esse grupo passou de 43% para 45%.
Outros 4% afirmaram que poderiam votar no senador, ante 5% na rodada anterior. Para Lula, o percentual subiu de 5% para 6%. Entre os que não souberam responder ou não deram resposta, os índices foram de 1% para Flávio e 2% para o petista. Apenas 1% declarou não conhecer o candidato do PL o suficiente, enquanto nenhum entrevistado deu essa resposta sobre Lula.
Diferença entre candidatos diminui
A pesquisa também mostra uma disputa mais apertada nas intenções de voto para o segundo turno. Considerando apenas os votos válidos, Flávio Bolsonaro aparece com 51,2%, enquanto Lula registra 48,8%. Na rodada anterior, os percentuais eram de 52,7% e 47,3%, respectivamente.
Com isso, a diferença entre os candidatos caiu de 5,4 para 2,4 pontos percentuais. Considerando a margem de erro de 2,6 pontos percentuais, os dois permanecem tecnicamente empatados.
No recorte por perfil dos eleitores, Flávio tem vantagem entre os homens, com 53% das intenções de voto, entre pessoas de 35 a 59 anos (51%) e entre entrevistados com ensino médio (53%) ou superior (52%). O senador também lidera entre os que recebem de dois a cinco salários mínimos e aqueles com renda acima de cinco salários mínimos, ambos com 54%.
Lula aparece à frente entre as mulheres, com 51%, entre os eleitores com mais de 60 anos (50%), entre pessoas com ensino fundamental (51%) e entre aqueles que recebem até dois salários mínimos (54%). O presidente também tem 50% das intenções de voto entre os eleitores independentes.
Intenção de voto por religião
Entre os católicos, Flávio Bolsonaro registra 46% das intenções de voto, contra 49% de Lula. No eleitorado evangélico, o senador tem 62%, enquanto o presidente aparece com 30%.
Já entre pessoas de outras religiões ou que não professam nenhuma, Lula soma 56%, ante 37% de Flávio.
Como votam eleitores dos candidatos derrotados
A pesquisa também analisou a intenção de voto de quem apoiou candidatos que não avançaram ao segundo turno. Entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), 50% disseram optar por Flávio Bolsonaro e 31% por Lula.
No grupo que votou em Ronaldo Caiado (PSD), 59% afirmaram que escolheriam o senador, enquanto 18% prefeririam o presidente. Entre os eleitores de Renan Santos (Missão), 40% declararam intenção de votar em Flávio e 20% em Lula. Nesse último grupo, 32% disseram que pretendem votar em branco ou nulo.
Entre os eleitores de Flávio no primeiro turno, 2% afirmaram que agora votariam em Lula. Entre os que escolheram o petista na primeira votação, 1% declarou intenção de apoiar o senador.
Resultado do primeiro turno
Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos, cerca de 56,1 milhões, enquanto Lula teve 45,16%, aproximadamente 53,8 milhões. Os dois disputarão o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
Metodologia
A pesquisa Ipespe/Abrapel entrevistou 1.500 eleitores em todo o país entre os dias 13 e 15 de outubro. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95,45%.
O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00223/2026.





















