
Senador participou remotamente da votação da PEC da Segurança; questionamentos sobre sua viagem ainda serão analisados pela Casa
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve continuar com acesso ao sistema de votação remota do Senado, mesmo permanecendo nos Estados Unidos. A tendência, segundo informações de bastidores da Casa, é que a presidência não adote medidas para restringir a participação do parlamentar nas sessões em que o voto a distância estiver autorizado.
A avaliação considera que o mandato de Flávio termina em fevereiro de 2027 e que as atividades de votação do Congresso neste ano se concentram até dezembro. Com o fim da atual legislatura se aproximando, aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não veem espaço para uma mudança nas regras que afete o exercício do mandato do senador.
A liberação não significa, porém, que o senador possa participar de qualquer votação de qualquer lugar. O acesso remoto depende do formato da sessão. Nas reuniões semipresenciais, o Senado pode autorizar a participação a distância. Já determinadas deliberações, como votações secretas para escolha de autoridades, exigem a presença física dos parlamentares.
Questionamento sobre viagem aos Estados Unidos
A permanência de Flávio no exterior provocou questionamentos no Senado. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) apresentou uma questão de ordem pedindo esclarecimentos sobre a ausência de comunicação oficial da viagem e solicitando a anulação do voto de Flávio na votação da PEC da Segurança Pública, realizada na terça-feira (3).
Na ocasião, o parlamentar participou remotamente da sessão, mesmo estando nos Estados Unidos. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que encaminharia o caso à análise da assessoria técnica e jurídica da Casa. O regimento interno determina que os senadores comuniquem à Presidência quando deixarem o país, informando o período de afastamento.
Apesar dos questionamentos, a avaliação de bastidores divulgada pelo R7 é de que não deve haver uma mudança nas regras para impedir que Flávio continue votando nas sessões em que a participação remota estiver autorizada. A situação, entretanto, ainda depende da análise das questões levantadas por Randolfe.
Diferença em relação à Câmara dos Deputados
A possível manutenção do acesso de Flávio ao sistema contrasta com as regras adotadas pela Câmara dos Deputados em novembro de 2025. Na ocasião, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), acolheu um parecer que proibiu deputados de registrar presença e votar remotamente quando estiverem no exterior, exceto em viagens oficiais autorizadas.
A medida foi aplicada ao então deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que estava nos Estados Unidos. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também enfrentou restrições após deixar o Brasil e passou a acumular ausências nas atividades parlamentares. Os dois perderam os mandatos posteriormente. P
Flávio Bolsonaro tem mandato até 31 de janeiro de 2027. A proximidade do encerramento da legislatura é apontada nos bastidores como um dos fatores que diminuem a possibilidade de mudanças nas regras durante o período restante.




















