Júri condena cabeleireira que matou homem que batia em mulher no trânsito

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22/08/2019 15h19
Por: Alan Diógenes

O júri popular não absolveu a cabeleireira Joice Espíndola da Silva, de 35 anos, acusada de matar a facada o comerciante Camilo de Freitas, durante discussão no trânsito, em Três Lagoas, distante 338 quilômetros de Campo Grande.

Ela estava presa desde maio do ano passado e seu julgamento aconteceu ontem na 1ª Vara Criminal do Fórum de Três Lagoas. Foi decidido que ela ficará preso durante 7 anos em regime semiaberto utilizando uma tornozeleira eletrônica .

A condenação foi homicídio e corrupção de menores. A defesa da cabeleireira tentou absolvê-la alegando legitima defesa própria e de terceiros e pediu subsidiariamente a condenação por homicídio culposo ou pelo afastamento da qualificadora.

O júri composto por seis mulheres e um homem se reuniu uma sala secreta e por maioria dos votos decidiu e reconheceu a materialidade, a letalidade e a autoria, não absolvendo a acusada, afastando a qualificadora e a condenando pelo crime.

Crime

O assassinato aconteceu no dia 20 de maio do ano passado, no cruzamento das ruas Josino da Cunha Viana com a João Carrato, no Bairro Bom Jesus da Laça. Em depoimento ela afirmou que ela e o filho viram Camilo e a esposa brigando dentro do carro e tentaram defender a mulher. Os dois se desentenderam com o vendedor, que segundo ela, ofendeu sua família. Durante a confusão, ela acabou esfaqueando a vítima.

Depois do crime ela fugiu e foi detida, após três dias depois. Além do homicídio, ela também respondia por corrupção de menor, porque segundo a denúncia feita ao Ministério Público, o filho dela de 16 anos, que segurou a vítima para mãe esfaquear a vítima.

(Foto: Fábio Campos / JP News)