24/08/2019 12h42
Por: Ddosnews
Na manhã deste sábado (24), dezenas de manifestantes do movimento “Dourados em Defesa da Amazônia” realizaram ato na Praça Antônio João. Com cartazes, mudas de plantas e com explanações ao público, os manifestantes levantavam a “bandeira” de temas nacionais e locais em prol do meio ambiente.
Gleice Jane Barbosa, representante do movimento, cita que os incêndios em áreas de biodiversidade na Amazônia levantaram o debate, com ênfase de que a situação não é um problema ‘isolado’.
“Os incêndios na área rica em natureza do nosso país não é problema de quem mora só na região. A floresta amazônica é responsável por melhorar a qualidade do ar no mundo inteiro, não é a toa que países de todo o mundo se manifestam por essa causa”, apontou.
Ela ressalta sobre a importância dos movimentos, dos profissionais de educação e dos cidadãos em geral trabalharem na construção da consciência da necessidade de todos agirem em proteção ao meio ambiente.
O movimento é coordenado pelo Comitê de Defesa Popular. Foi levantado o debate sobre a atual política nacional que prioriza o agronegócio. A preocupação apontada é o detrimento das áreas verdes em prol da economia do segmento.
Gleice Jane ressaltou que a política nacional do agronegócio tem refletido muito em Dourados, com apontamento ao fato da recente multa a União, em R$ 90 milhões, pela recusa em verificar o nível de agrotóxico presenta na água consumida pelos douradenses.
A medida foi mostrada pelo Dourados News. A Justiça atendeu pedido do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP/MS) e sentenciou os Governos Federal e Estadual a capacitar o Laboratório de Saúde Pública no Estado de Mato Grosso do Sul (Lacen/MS) para realizar a pesquisa periódica de resíduos agrotóxicos na água consumida pela população da região de Dourados.
Os manifestantes anunciaram que outras ações devem ocorrer com a temática deste sábado (24).





















