Caso de irmãs siamesas nascidas na Capital é grave e separação nem é cogitada

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08/01/2020 15h25
Por: Alan Diógenes

As irmãs siamesas Maria Júlia e Luna Vitória, que nasceram no dia 3 de janeiro deste ano, seguem internadas em estado grave na Santa Casa de Campo Grande em estado grave. De acordo com a equipe médica, que cuida do caso, é preciso uma investigação milimétrica e delicada sobre o estado de saúde das meninas.

As informações foram pronunciadas na manhã desta quarta-feira, 8, durante coletiva de imprensa no hospital. A hipótese de separar as irmãs não é nem cogitada, pois primeiramente o quadro clínico delas precisa ser restabelecido e ficar estável.

As meninas estão unidas pelo tórax a parte inferior do abdômen. Elas seguem internadas na UTI Neonatal, sedadas, entubadas, fazendo uso de antibiótico e sendo alimentadas pelas veias.

O chefe da obstetrícia William Lemos disse que não é descartadas a colaboração dos colegas de São Paulo para definir os rumos de caso. Por exemplo, o maior desafio, segundo a equipe é avaliar a parte cardiorrespiratória.

Os médicos já sabem que as meninas tem pulmões separados, mas há dúvidas da capacidade de funcionamento dos órgãos. Há dúvidas também se Maria Júlia e Luna Vitória compartilham fígado e intestino. Em relação ao coração, há evidência de dois órgãos.

As pacientes passam por diversos exames de imagem, que além de permitir um diagnóstico preciso da atual localização dos órgãos, também evitar surpresas em casão de separação, se for possível.

(Foto/Divulgação: Santa Casa)