Ele era considerado o ‘pai’ do terror nacional, sofria de insuficiência renal. A informação foi confirmada pela filha, Liz Marins, nesta quarta (19)
19/02/2020 17h00
Por: Redação
Morreu nesta quarta-feira (19), aos 83 anos, o ator e cineasta José Mojica Marins, conhecido como Zé do Caixão. A notícia foi confirmada pela filha do artista à Folha de S. Paulo, a também cineasta Liz Marins.
Liz informou que ele estava internado no hospital Sancta Maggiore devido a uma broncopneumonia. “Ele teve momentos de melhoras, mas veio a falecer nesta quarta, às 15h46. Meu pai sofria de insuficiência renal, mas acabou tendo uma broncopeneumonia”, contou.
Zé do Caixão foi considerado o pai do terror brasileiro, tendo a sua obra servindo como referência internacional do gênero. O seu apelido veio do seu apelido mais famoso, que surgiu durante um pesadelo, onde ele era um agente funcionário sádico que aterrorizava uma pequena cidade com o desejo de ser pai de uma criança perfeita. Para isso, precisava encontrar uma mulher tão perfeita quanto e estava disposto a matar quem cruzasse o seu caminho.
Trajetória
Marins começou a fazer cinema aos 12 anos, quando ganho uma câmera do pai. Montou uma escola de interpretação e fundou, aos 17 anos, a Companhia Cinematográfica Atlas, segundo R7.
Criou o personagem Zé do Caixão em 1963, após um pesadelo em que um vulto o arrastava para seu túmulo, e a primeira aparição foi no filme À Meia Noite Levarei sua Alma. Como diretor e ator, foi mais reconhecido nos Estados Unidos e Europa do que no Brasil.
Nos anos 90, Marins apresentou o Cine Trash, na Bandeirantes, e recentemente passou a apresentar O Estranho Mundo de Zé do Caixão, no Canal Brasil.
Dirigiu cerca de 40 filmes e atuou em 26 títulos. Foi premiado na Espanha, França e em festivais nacionais como o de Paulínia.




















