A menos de 100 dias da eleição, presidenciáveis entram em etapa decisiva da campanha

16
Primeiro turno das eleições acontece em outubro (Montagem: Ricardo Stuckert/PR, Geraldo Magela/Agência Senado, Marcelo Camargo/Agência Brasil e Gabriel Pinheiro/CNI)

Convenções partidárias vão confirmar candidatos, chapas e estratégias para a corrida ao Palácio do Planalto

A corrida pelo Palácio do Planalto entra em uma etapa decisiva a partir do próximo mês. Faltando menos de 100 dias para o primeiro turno das eleições de outubro, os partidos se preparam para realizar as convenções que oficializarão os candidatos à Presidência da República, os nomes para vice e as alianças que vão sustentar as campanhas.

O período de convenções partidárias está previsto para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto e marca a reta final das articulações políticas antes do início oficial da campanha eleitoral, quando começam a propaganda nas ruas e o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.

Na avaliação de cientistas políticos, além da confirmação das candidaturas, as convenções serão fundamentais para medir a capacidade de articulação de cada grupo político, definir alianças regionais e fortalecer os palanques estaduais, considerados estratégicos para ampliar o alcance das campanhas.

Lula busca reforçar governabilidade

Pré-candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá utilizar as convenções para transmitir uma imagem de estabilidade política e capacidade de governar em um eventual novo mandato.

Segundo analistas, o petista enfrenta o desafio de ampliar o diálogo com eleitores de centro, equilibrando a defesa dos programas sociais com propostas voltadas à responsabilidade fiscal e à estabilidade econômica.

A definição do candidato a vice e a consolidação da base de apoio também são apontadas como fatores importantes para reduzir a rejeição e fortalecer a campanha.

Flávio Bolsonaro tenta ampliar espaço na disputa

Pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro deverá concentrar esforços na construção de uma candidatura com identidade própria, embora carregue o peso político do sobrenome da família Bolsonaro.

A convenção do partido, prevista para 25 de julho, será uma oportunidade para demonstrar apoio político e ampliar a presença da candidatura, principalmente nos grandes centros urbanos.

Especialistas avaliam que a escolha do vice será estratégica para ampliar o diálogo com o eleitorado de centro e reforçar uma imagem de experiência administrativa.

Zema aposta em perfil de gestor

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), chega às convenções com o desafio de transformar a popularidade conquistada em seu estado em competitividade nacional.

De acordo com cientistas políticos, sua estratégia deve enfatizar a experiência administrativa, a defesa do liberalismo econômico e o discurso voltado à eficiência da gestão pública, buscando atrair eleitores de centro-direita.

Caiado quer ampliar projeção nacional

Outro nome que busca espaço na disputa é o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. A estratégia passa por ampliar a visibilidade nacional da gestão realizada no estado e fortalecer o diálogo com setores ligados ao agronegócio, à indústria e aos partidos de centro.

Analistas avaliam que Caiado terá o desafio de consolidar uma candidatura competitiva sem perder espaço para outros nomes da direita.

Convenções definirão cenário da campanha

Além da oficialização das chapas, as convenções partidárias servirão para consolidar alianças estaduais, definir estratégias eleitorais e indicar o grau de apoio político de cada candidatura antes do início oficial da campanha.

Com as definições previstas para o início de agosto, a disputa presidencial entrará na fase em que os candidatos passarão a percorrer o país em busca de votos, já com as chapas oficialmente registradas e o calendário eleitoral em andamento.