Acusado de matar e sumir com corpo de Graziela é absolvido em julgamento

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Rômulo Rodrigues Dias chorou e abraçou advogado após ouvir sentença. (Foto: Geisy Garnes/G1 MS)

Rômulo Rodrigues Dias, foi a jure popular nesta sexta-feira em Campo Grande

Foi realizado nesta sexta-feira (11) o julgamento de Rômulo Rodrigues Dias, ele era réu sob a acusação de ter matado e sumido com o corpo de Graziela Pinheiro Rubiano, sua mulher, em abril de 2020, data que a vítima teria sumido. Rômulo que é técnico em enfermagem foi a júri popular e acabou considerado inocente.

A defesa utilizou como via de argumentação o fato, do corpo de Graziela nunca ter sido encontrado. Alegando que a vítima da história seria seu cliente, peça principal de uma trama elaborada pela sua esposa, na qual o advogado afirma ser psicopata e que estaria viva.

A defesa também apresentou supostas provas, de que Graziela teria feito movimentações bancárias, inclusive abrindo uma conta na cidade de Ladário, frisando que o município está localizada na fronteira com a Bolívia, dando a entender, que a mulher teria fugido para outro país, onde estaria viva e, bem.

Na época de seu desaparecimento o marido não deu queixa, sendo assim, o boletim de ocorrência foi feito por uma amiga que estranhou o sumiço da colega. Segundo esta amiga que foi testemunha da acusação, próximo ao período em que a jovem desapareceu, ela observou comportamentos estranhos da amiga, o que fez com que ela suspeitasse que Graziela estava sendo vítima de violência doméstica.

Rômulo acabou sendo preso preventivamente na mesma época do sumiço da esposa. Apesar de negar insistentemente que não possuía relação com o desaparecimento, ele acabou por várias vezes caindo em contradição em seus depoimentos, o que fez com que ele fosse apontado como principal suspeito. Sendo ainda identificado como membro de um “relacionamento abusivo, no qual a vítima não conseguia se desvencilhar do denunciado, que ameaçava se matar caso a vítima rompesse a relação”.

Após horas de deliberações, o jure decidiu que o réu não foi responsável pela morte da esposa, diante da inexistência de corpo e, como agravante a apresentação de provas tidas como circunstâncias, incapazes de comprovar a acusação. Sendo assim, o réu foi considerado inocente e saiu livre do tribunal, sem dar qualquer declaração a imprensa na tarde desta sexta-feira.

Investigações

No decorrer das investigações, conduzidas pela DEH ( Delegacia Especializada em Repressão à Homicídios) foram encontrados indícios que Rômulo ao crime.

Em junho de 2020, um exame de DNA apontou que o sangue achado no carro de Rômulo pertencia a Graziela. Com isso, o técnico de enfermagem teve a prisão temporária convertida em preventiva. Ainda assim, ao ser questionado sobre o paradeiro do corpo, ele seguiu negando qualquer envolvimento.

Outros vestígios também foram identificados no carro do técnico de enfermagem e em uma edícula, na casa onde vivia ao casal, onde também foi apreendido um pano com grande quantidade de sangue. Nada estava visível e a descoberta somente foi possível por conta do reagente luminol, despejado no imóvel. Conforme a investigação, foram encontradas pesquisas de como amputar partes do corpo, entre outros assuntos.