Administrativos, médicos e enfermeiros entram em greve nos hospitais universitários da Capital e Dourados

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Faixa em frente ao HU/UFGD (Foto: Dourados News)

Servidores dos setores administrativos, médicos e da enfermagem do Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian) e do HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) estão em greve geral desde a manhã dessa segunda-feira (30). Na Capital, uma manifestação ocorreu em frente à portaria principal do complexo hospitalar da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Liderados pelo SINDSERH-MS (Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Públicas de Serviços Hospitalares), o grupo, composto por cerca de 30 pessoas, estendeu uma faixa no portão, indicando aos pacientes e acompanhantes sobre a adesão ao movimento grevista, que envolve 30% dos trabalhadores gerais. O movimento ocorre em todos os HUs do país.

As lideranças estão reunidas com a chefia do HU para pleitear um acordo e evitar a paralisação definitiva. O sindicato reforçou que já existe uma negociação com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (HU Brasil), responsável pela gestão dos hospitais universitários federais, mas nenhum acordo foi alcançado até agora, mesmo com a intervenção do TST (Tribunal Superior do Trabalho).

Entre os pedidos dos trabalhadores estão o reajuste salarial pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), reposição das perdas de 25%, piso de grau superior a R$ 8.352, piso de nível médio/técnico de R$ 4.315, cesta básica e auxílio alimentação, além de melhorias nas cláusulas sociais.

Sobre os atendimentos, no HU da Capital, o Sindicato afirmou que seguem normais apenas nas áreas críticas de internação, como UTI, onde 70% do efetivo está trabalhando. Já no setor administrativo, a paralisação chegou aos 100%, enquanto na enfermagem 50% dos profissionais pararam A greve não tem prazo para acabar.

Estatal está negociando

Em nota à imprensa, a HU Brasil informou que permanece em processo de negociação com as entidades representativas para a celebração do ACT 2026/2027, cuja data-base está fixada em 1º de junho de 2026. “As tratativas vêm sendo mediadas pelo TST desde a última terça-feira (24), com nova rodada de negociação agendada para esta segunda-feira (30)”, ressalta.

Ainda segundo a empresa federal, na reunião de hoje, será apresentado o índice econômico visando avançar no entendimento entre as partes. “A estatal reforça que tem adotado medidas para assegurar a continuidade da prestação dos serviços essenciais de saúde à população, resguardando o interesse público”, completa.

A HU Brasil ainda afirmou que o último ACT (2024/2026) firmado com as entidades sindicais contemplou avanços relevantes tanto do ponto de vista econômico quanto social, “reafirmando o compromisso com o diálogo permanente e com a valorização dos(as) trabalhadores(as)”, finaliza a manifestação.