Adolescentes e jovens dos 15 aos 19 anos ainda podem se vacinar contra o HPV na Capital

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Vacina contra o HPV (Foto: PMCG)

Campo Grande já aplicou 1.008 doses da vacina contra o Papilomavírus Humano, conhecida pela sigla HPV, em adolescentes e jovens de 15 a 19 anos nos primeiros meses de 2026. No ano passado, foram 1.806 imunizados, além disso, 86,22% das meninas e 74,55% dos meninos entre 9 a 14 anos também foram vacinados contra o vírus no município ao longo de 2025.

Nessa quarta-feira (1º), a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) anunciou que o Ministério da Saúde prorrogou a Estratégia de Resgate dos Não Vacinados contra o HPV. Com isso, a campanha de vacinação, que terminaria no primeiro semestre, foi estendida até 31 de dezembro para ampliar a proteção do público que não foi vacinado na idade recomendada, entre 9 e 14 anos.

A pasta reforçou que a vacina contra o HPV é segura, eficaz e continua sendo ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos contemplados pela estratégia de resgate, é aplicada uma dose do imunizante, desde que não haja registro de vacinação anterior. A vacinação também segue disponível para meninas e meninos de 9 a 14 anos.

A Sesau orienta pais, responsáveis e os próprios adolescentes e jovens a verificarem a situação vacinal. Quem ainda não recebeu a vacina pode procurar a unidade de saúde mais próxima, levando um documento de identificação, cartão SUS e, se possível, a caderneta de vacinação.

Segundo o Ministério da Saúde, desde o início da estratégia de resgate, quase 300 mil doses já foram aplicadas em adolescentes e jovens de 15 a 19 anos em todo o país, reforçando a importância da iniciativa para ampliar a cobertura vacinal e prevenir doenças associadas ao HPV.

Saiba mais

O HPV é um vírus que afeta a pele e as mucosas, sendo a infecção sexualmente transmissível (IST) mais comum no mundo. Existem mais de 200 tipos de HPV, alguns dos quais podem causar verrugas anogenitais (região genital e ânus), enquanto outros estão associados a tumores malignos, como o câncer de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta.

A vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é a forma mais eficaz de prevenção, aliada ao uso de preservativos (internos ou externos), que ajudam a reduzir o risco de contágio.

Sinais e Sintomas

A infecção pelo HPV não apresenta sinais e sintomas na maioria das pessoas. Em alguns casos, o HPV pode ficar latente de meses a anos, sem manifestar sinais (visíveis a olho nu), ou apresentar manifestações subclínicas (não visíveis a olho nu). 

A queda da imunidade do organismo pode desencadear a multiplicação do HPV e, consequentemente, provocar o aparecimento de lesões. A maioria das infecções tem resolução espontânea, pelo próprio organismo, em um período aproximado de até 24 meses.

As primeiras manifestações da infecção pelo HPV surgem, aproximadamente, entre 2 e 8 meses, mas pode levar até 20 anos para aparecer algum sinal da infecção.

As manifestações costumam ser mais comuns em gestantes e em pessoas com imunidade baixa. O diagnóstico do HPV é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais, dependendo do tipo de lesão (se clínica ou subclínica).

Lesões clínicas

As lesões apresentam-se como verrugas na região genital e no ânus, sendo denominadas tecnicamente de condilomas acuminados e popularmente conhecidas como “crista de galo”, “figueira” ou “cavalo de crista”.

Podem ser únicas ou múltiplas, de tamanhos variáveis, achatadas ou papulosas (elevadas e sólidas). Em geral, são assintomáticas, mas pode haver coceira no local. Essas verrugas, geralmente, são causadas por tipos de HPV não cancerígenos.

Lesões subclínicas (não visíveis ao olho nu)

Podem estar presentes nos mesmos locais das lesões visíveis, porém não apresentam sinais ou sintomas. As lesões subclínicas podem ser causadas por tipos de HPV de baixo ou de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

As lesões costumam acometer vulva, vagina, colo do útero, região perianal, ânus, pênis (geralmente na glande), bolsa escrotal e/ou região pubiana. Menos frequentemente, podem estar presentes em áreas extragenitais, como mucosa nasal, oral e laríngea.